JF DIORIO /ESTADÃO
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João Wady Cury estreia coluna no Caderno 2

No ar, a partir desta sexta, a coluna ArCênico vai trazer novidades do palco e entrevistas com seus artistas

Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

26 Janeiro 2017 | 04h39

Não é nada clichê afirmar que é preciso ter fôlego para acompanhar a cena teatral paulistana. De domingo a domingo, a tarefa de visitar espaços e assistir a espetáculos só não é mais exaustiva que fazer uma pausa para registrar o que foi apreciado e o que ainda está por vir. 

Atento a essa cena tão movimentada, o jornalista João Wady Cury estreia, nesta sexta, 27, no Caderno 2 e no blog do portal do Estado, a coluna ArCênico, espaço que ele classifica como “um observatório do teatro.”

Cury passou pelos palcos como assistente de direção de Augusto Francisco no espetáculo Máscaras (1986), uma versão do conto japonês Dentro do Bosque, de Ryûnosuke Akutagawa, que deu a Leopoldo Pacheco o prêmio de ator revelação pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Governador do Estado. Em 1991, Cury contracenou com Joana Medeiros no curta-metragem Aventura, Amor e Transporte Público, uma crônica romântica de Bruno de André com a cidade por palco. O filme conquistou os prêmios de melhor atriz no Festival de Gramado e de melhor direção e trilha adaptada no Festival Guarnicê de Cinema. 

Mais tarde, o artista passou pela redação do Caderno 2, além de Folha de S. Paulo e AOL. De volta ao Estado, Cury afirma que há um interessante paradoxo no teatro em São Paulo. “Diante do volume de estreias semanais, muitos teatros e espaços culturais têm fechado por falta de apoio. Isso parece limitar a atividade, mas talvez seja o momento de o teatro encarar seu DNA: as ruas.” Para ele, esta é a chance de grupos ganharem a cidade e desenvolverem seus trabalhos. “Nunca houve tantas companhias em atividade e escolas de formação. A cada ano, temos mais e mais jovens artistas. Por isso, o teatro precisa romper com o suporte, como nas artes plásticas, e ocupar os espaços públicos.”

Nesse eixo teatral, Cury ressalta que estamos bem servidos de grandes atores, principalmente, sediados na cidade ou em temporadas. “O que dizer sobre Georgette Fadel, Magali Biff e Danilo Grangheia? São artistas que não cabem mais no próprio teatro.” E assistir a tantos espetáculos tem muitas vantagens, segundo o jornalista. “Qualquer peça vale a pena, há sempre o que aprender ou descobrir em um espetáculo.”

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