FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
FOTO DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

Janaina Leite, Daniela Thomas e Roberta Estrela D'Alva estão entre as vencedoras do Prêmio Shell

32°edição muda de rota ao acenar para produções coletivas de teatro e espetáculos não convencionais

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2020 | 12h09

Noite de surpresas nesta terça-feira, 10, marcou a entrega do prêmio Shell de Teatro de São Paulo, realizado na Vila Olímpia.

Conhecida da cena por ter em seu radar a produção mais tradicional, a premiação abriu sua cerimônia celebrando espetáculos de grupos coletivos, e criações não convencionais. Houve protestos em defesa da Cultura. A dramaturga Maria Adelaide Amaral foi a artista homenageada da noite.

A atriz e autora Janaina Leite venceu na categoria dramaturgia com o contudente Stabat Mater. Ela foi acompanhada da mãe Amália, que está em cena na montagem.

O espetáculo Mãe Coragem foi premiado na categoria direção, de Daniela Thomas. A atriz Bete Coelho, protagonista da montagem recebeu o troféu. "Que importância nos temos! Vamos incomodar mais", disse.

Ao lado de Dani Nega e Eugênio Lima, Roberta Estrela D'Alva recebeu o troféu de melhor música, por Terror e Miséria no Terceiro Milênio. Ela criticou o governo federal. "O amor vai vencar, a esperança vai vencer. Fora Bolsonaro", declarou.

A homenageada da noite, Maria Adelaide Amaral manifestou apoio pela Cultura. "Os tempos estão muito difíceis, mas já esteve muito pior. Quem viveu a ditadura sabe o que vivemos. Nem vou dizer o que eles são. Sao cães. Não é possível que um governo vire as costas para a Cultura e se orgulhe disso."

Confira a lista de premiados:

Atriz: Tania Bondezan, por A Golondrina

Ator: Luis Mirada, por O Mistério de Irma Vap

Direção: Daniela Thomas, por Mãe Coragem

Dramaturgia: Stabat Mater, por Janaina Leite

Música: Dani Nega, Roberta Estrela D'alva, Eugênio Lima, por Terror e Miséria no Terceiro Milênio - Improvisando Utopias

Figurino: Simone Mina, por Insônia- Titus Macbeth

Iluminação: Beto Bruel, por Lazarus

Cenário: Carlos Calvo, por Cais Oeste

Inovação: Coletivo Estopô Balaio pelo trabalho desenvolvido no Jardim Romano, que valoriza a memória do migrante através de Cidade dos Rios Invisíveis.

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