STEVE MCNICHOLAS/DIVULGAÇÃO
STEVE MCNICHOLAS/DIVULGAÇÃO

Grupo Stomp mostra seu batuque em turnê pelo Brasil

Coletivo criado no Reino Unido passa por São Paulo a partir de hoje; espetáculo ainda segue para o Rio, Fortaleza e Natal

Murilo Bomfim/PORTO ALEGRE, O Estado de S. Paulo

14 de abril de 2015 | 19h13

Pode ser incômodo ir ao mesmo bar ou restaurante em que estão integrantes do grupo Stomp. “Quando saímos, às vezes ficamos batucando, criando sons”, diz o inglês Phil Batchelor, integrante do coletivo desde 2007. “Mas tentamos não fazer muito isso para não incomodar as pessoas.”

Famosa pelos espetáculos de percussão, nos quais os objetos mais inusitados podem virar instrumentos musicais, a trupe faz apresentações de hoje, 15, a domingo, 19, em São Paulo, em uma turnê que começou em Porto Alegre e segue para o Rio, Fortaleza e Natal.

A base das apresentações do Stomp continua a mesma. Uma série de esquetes, geralmente engraçadas, de enredos simples, com situações que ficam a serviço da percussão. A ideia é que todas as cenas executadas pelo elenco de oito integrantes sejam guiadas pela produção de sons com objetos diversos.

Em um dos trechos, por exemplo, um percussionista entra com uma vassoura, limpando o palco. Microfones próximos do piso captam o ruído do atrito entre os pelos da vassoura e o chão. Aos poucos, outros músicos começam a chegar dando força e musicalidade aos ruídos. A cena ganha corpo e mescla técnica: os percussionistas exploram suas vassouras de outras formas, criando sons com suas partes de madeira e trocando as vassouras em uma coreografia enérgica.

Outra ocasião faz com que jornais virem instrumentos musicais. Em um esquete, um personagem se senta tranquilamente em uma cadeira para ler as notícias do dia. Outros músicos vão chegando e se instalando ao lado dele. Usando jornais e sons da própria garganta, eles começam a atrapalhar o personagem, é claro, fazendo música.

Dois números foram incorporados recentemente ao espetáculo. Em um deles, o elenco usa sifões de tamanhos e tipos distintos, produzindo sonoridades diferentes. No outro, carrinhos de supermercado dão agilidade à cena e o uso deles resulta em sons bem inusitados.

Há cinco anos o grupo não se apresenta no País – a última passagem foi em agosto de 2010, quando o coletivo fez curta temporada em São Paulo. Na ocasião, o elenco teve a participação do brasileiro Marivaldo dos Santos, que volta ao Brasil na turnê atual.

Soteropolitano, Marivaldo integra o elenco fixo do Stomp em Nova York há cerca de 15 anos. Com uma carreira de sucesso nos EUA – o percussionista já tinha tocado com nomes como Sting, Wyclef Jean e Lauryn Hill –, o músico fez uma audição para o Stomp no fim de 1998 e acabou entrando no grupo.

Para ele, participar de um show do Stomp é comparável à sensação que se tem quando se está perto de uma bateria no carnaval do Rio. “Só estando lá para realmente sentir e entender o que é aquilo”, garante Marivaldo. “Existe a energia de estar no palco, a tensão de números complicados”, analisa, citando esquetes precisos que não permitem erros. “Apresentar um espetáculo desses na minha terra, não tem preço.”

O REPÓRTER VIAJOU A CONVITE DA PRODUÇÃO DO ESPETÁCULO

Tudo o que sabemos sobre:
Teatro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.