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Glória Menezes volta com espetáculo 'Ensina-me a Viver'

Tom libertário da peça motivou atriz a encenar a velhinha que não vê barreiras para o amor

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

09 de agosto de 2015 | 03h00

Desde 2007, quando estreou a peça Ensina-me a Viver, Glória Menezes coleciona histórias pitorescas sobre as diversas reações da plateia. “Eu me acostumei a ser procurada por senhorinhas dizendo esperar por um Harold em sua vida”, diverte-se ela, que interpreta Maude, a octogenária de bem com a vida que desperta a paixão de Harold (Arlindo Lopes), o jovem angustiado.

Entre os diversos lugares que visitou para apresentar a peça, Glória guarda com especial carinho a passagem por diversos Centros Educacionais Unificados, os CEUs, onde encontrou um público novato em teatro. “Na Vila Brasilândia, tivemos tanto uma mulher de 90 anos que nunca havia visto uma peça como uma jovem mãe, que deixei entrar com um bebê de 4 meses”, relembra a atriz. “A criança não chorou...”, dizia ela, quando foi interrompida pelo marido Tarcísio Meira: “...e a velhinha não dormiu!”.

O humor marca a relação de 52 anos de casados. Glória preocupa-se em alinhar o cabelo do marido – a intenção é tanto deixá-lo bonito para as fotos como lhe dar um carinho. Já Tarcísio se preocupa com a pequena contusão de Glória, que caiu no camarim enquanto se preparava para a peça. “Minha mulher é forte, faz ginástica, está sempre disposta, mas preciso cuidar dela”, revela o ator, que não esconde sua insatisfação quando a duração de seu casamento é lembrada como mérito. “Não somos diferente de nenhum casal.”

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