David Levene
David Levene

Fuerza Bruta expõe seu dinamismo em ‘Wayra’

Grupo teatral argentino retorna ao Brasil com novo espetáculo, sem narrativa e repleto de recursos visuais; confira vídeo

Tonica Chagas, Especial para O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2015 | 03h00

NOVA YORK - Pela terceira vez no Brasil, o grupo teatral argentino Fuerza Bruta estreia nesta quinta-feira, 9, em São Paulo, seu trabalho mais recente, o show aeroaquático visual Fuerza Bruta Wayra Tour. A junção das quatro palavras em espanhol, quechua e inglês no título traça o perfil da companhia: vigor físico, raízes latinas fortes e sucesso internacional. Enquanto um elenco formado por europeus e americanos segue em temporada em Nova York, onde Fuerza Bruta fixou residência há quase oito anos, o que se apresenta na capital paulista vem de Buenos Aires e mais um está se formando na China, onde o espetáculo deve estrear em maio.

Sem narrativa, com um relato esboçado apenas por movimentos, o espetáculo envolve o espectador em 360 graus e o leva a ver tudo sem ideias preestabelecidas, o que permite imaginar qualquer história a partir daquilo que se vê: um homem que corre sobre uma esteira em movimento; um grupo que dança murga, o ritmo do carnaval portenho; um casal que tenta se unir voando no vento criado por dez ventiladores com potência próxima à de turbinas e separado por uma vela gigantesca; moças que se jogam e patinham numa piscina transparente que vem do teto em direção ao público. 

Wayra, que significa vento em quechua (língua de indígenas da região dos Andes, na América do Sul), pode estar na lembrança de quem viu o Fuerza Bruta em 2007, na sua passagem anterior por São Paulo com o espetáculo que tinha o mesmo nome do grupo. “A base é a mesma, mas com mais cenas e música ao vivo”, adianta Diqui James, criador das peripécias executadas pelo elenco. “O título é para explicar que não é o mesmo show.”

Num ritmo quase cinematográfico e com duração em torno de 80 minutos, as cenas se sucedem em velocidade vertiginosa e delineadas por um embate constante com obstáculos físicos. Mantendo o público em constante movimento, cerca de 50 técnicos e auxiliares manejam elevadores, armações de metal ou cortinas de plástico metalizado onde o elenco atua. Presos a cabos elásticos, os atores saltam, correm, rodopiam no ar ou se atiram no alto das paredes. “É teatro primitivo feito com tecnologia moderna”, resume Diqui.

Wayra estreou em 2011 na Argentina e, em Nova York, no ano passado. Mas é o público paulista que finalmente vai ver todas as cenas criadas para este espetáculo. Isso graças ao espaço onde fará temporada até 31 de maio, o Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera. Com capacidade para cerca de mil pessoas, ele tem pelo menos o dobro do tamanho dos locais onde o show já foi apresentado, o que inclui cidades como Seul e Londres.

Tudo o que sabemos sobre:
Fuerza Brutamúsicateatrodança

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.