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Festival de Teatro de Curitiba anuncia grade de programação de 2015

Evento deste ano será mais enxuto comparado aos anteriores 

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S. Paulo

08 de fevereiro de 2015 | 03h00

Com orçamento menor e grade reduzida, o Festival de Teatro de Curitiba anunciou a programação de sua 24.ª edição. O evento, que ocorre entre os dias 24 de março e 5 de abril, deve reunir 29 espetáculos em sua mostra oficial - foram 35 títulos no ano passado. 

Para Leandro Knopfholz, diretor da mostra, o decréscimo se deve, essencialmente, às dificuldades de captação. Ainda que tenha orçamento previsto de R$ 6 milhões, o valor captado chega atualmente a cerca de R$ 5 milhões (em 2013, foram 8 milhões e, em 2014, 6,5 milhões). A crise econômica pode ser aventada como uma das explicações para a diminuição da participação das empresas. O surgimento de eventos similares, como a MITsp - Mostra Internacional de São Paulo, também acabou atraindo a atenção de alguns patrocinadores, como o Itaú. 

Apesar das restrições orçamentárias, a curadoria segue por caminho semelhante ao de anos anteriores. Valorizando exemplares da dramaturgia nacional, as companhias estáveis e as intersecções entre tecnologia e cena. “Essas linhas foram mantidas. Na verdade, não dá para inventar muito porque a gente depende do que está ou esteve em cartaz”, pontua Celso Curi, que assina a seleção ao lado de Tania Brandão e Lucia Camargo. Um dos meios de fugir aos limites da oferta do mercado e delinear os próprios rumos é investir em coproduções. Ideia que Curitiba testou na edição de 2013 e, segundo Curi, planeja retomar no futuro. 


O que esperar. Com a proposta de reunir uma vitrine do que acontece nas artes cênicas do País, o festival apresenta criações de grande apelo para o público, caso de Beije Minha Lápide, com Marco Nanini, ou Através de Um Espelho, protagonizada por Gabriela Duarte. Além de títulos que tiveram boa recepção crítica, como Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantes, direção de Rafael Gomes, e Pessoas Perfeitas, do Satyros. 

Aspecto particular da mostra paranaense é sua atenção dada às estreias nacionais. Neste ano, serão sete obras inéditas. Entre as mais esperadas, estão OE, solo do ator Eduardo Okamoto com direção de Marcio Aurélio, e Fishman, do grupo cearense Bagaceira de Teatro. 

Se os recursos diminuíram, um caminho para manter o porte do festival foi o corte dos custos de produção. De acordo com Knopfholz, foram privilegiadas as salas convencionais de teatro - em detrimento dos espaços alternativos, que demandam mais despesas de infraestrutura. A configuração de montagem dos espetáculos também foi modificada com a mesma finalidade. 

Mesmo em meio a dificuldades, a participação robusta de títulos estrangeiros é outro dos aspectos mantidos. Serão cinco obras internacionais, com destaque para A House in Asia, drama espanhol de Alex Serrano e Pau Palácios. 

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