TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Embate entre Zé Celso e Silvio Santos aguarda Conpresp

Após aval do Iphan ao projeto das torres ao lado do Teatro Oficina, caso deve entrar na pauta do conselho municipal a partir de agosto

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2018 | 06h00

Mesmo após a decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan) em autorizar o projeto imobiliário da Sisan Empreendimentos, o embate histórico entre o diretor Zé Celso e o Grupo Silvio Santos parece não ter fim.

O parecer do Iphan deu aval, em maio deste ano, à construção das torres residenciais no terreno ao lado do Teatro Oficina, tombado em nível estadual em 1983 e federal em 2010, além de ser considerado o melhor teatro do mundo pelo jornal The Guardian. Na ocasião, o Iphan afirmou, por meio de nota, que o parecer favorável ao projeto “não exime o empreendedor de buscar as autorizações necessárias nos demais órgãos, como de outros tombamentos (estadual e municipal)”. 

O próximo que precisa se posicionar é o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp), que no ano passado chegou a ter uma sessão que envolvia o caso suspendida pela Justiça, com liminar concedida ao Instituto dos Arquitetos do Brasil, após a renúncia de dois membros que alegaram pressão política na análise técnica. Em período de recesso, o Conselho afirmou ao Estado, por meio de um representante, que o caso deve entrar na pauta a partir de 6 de agosto, quando o Conpresp retorna às atividades. 

+ Condephaat volta atrás e permite construção no entorno do Teatro Oficina

Em novembro de 2017, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) também deu vitória ao projeto da Sisan no bairro do Bexiga. A área ocupada na região corresponde a um terço dos tombamentos da cidade de São Paulo.  

Em agosto do ano passado, como adiantou o Estado, o Grupo Silvio Santos e Zé Celso até tentaram uma conciliação promovida pelo ex-prefeito João Doria. Segundo o diretor do Oficina, o projeto das torres deixaria o teatro “encaixotado”, ao se referir ao janelão de 100 metros quadrados que acompanha a extensão do terreno do apresentador do SBT. 

Dias depois, Zé Celso denunciou em seu blog que Silvio Santos teria oferecido a ele R$ 5 milhões para que desistisse do terreno. A proposta, segundo ele, havia sido feita em uma ligação telefônica e imediatamente recusada.

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