Em ‘Eu Nunca’, três adolescentes encaram questões da juventude

Montagem reproduz os comportamentos típicos dos jovens e a difícil missão de se enfrentar a maturidade

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2016 | 04h00

Conhecido entre adolescentes, o jogo Eu Nunca serve principalmente para a revelação de verdades – especialmente as mais íntimas, o que pode provocar surpresas e decepções. Baseado nesse espírito, o ator Júlio Oliveira fez diversas pesquisas e ouviu histórias de amigos para escrever a peça Eu Nunca, que estreia hoje no espaço da Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

São três personagens em cena, figuras que reproduzem comportamentos típicos dos jovens. Vivendo em uma espécie de república, estão Téo (o próprio Oliveira), rapaz ambicioso, narcisista, mas que busca esconder os traumas e a fraqueza atrás do álcool e das drogas; David (Ghilherme Lobo), tímido e com dificuldade para assumir a homossexualidade, o que o leva a alimentar uma atração platônica por Téo; e Duda (Gabriela Gama), estudante de Direito, regrada, prática, aparentemente a mais centrada do trio.

A relação atritada entre eles fomenta a peça, cujo foco é principalmente o público mais jovem. “A ideia é mostrar que todas as certezas sobre o futuro que temos nessa fase da vida tornam-se frágeis quando temos de enfrentar determinados problemas”, conta Júlio Oliveira, que também assina a direção e, para isso, convidou atores com quem se entrosa em cena. De fato, a peça trata de temas incômodos, mas necessários, especialmente sobre o consumo de drogas.

A fluidez das cenas, o sarcasmo bem temperado e o talento natural dos jovens atores provocam uma empatia imediata com o público, como o Estado comprovou na quinta-feira, durante apresentação especial aos alunos do Colégio Sion.

O jogo Eu Nunca é praticado pelos atores com a plateia antes do início do espetáculo e serve como um conveniente aquecimento. Terminada a peça, haverá um debate com os interessados.

EU NUNCA. Livraria da Vila – Shopping Pátio Higienópolis. Avenida Higienópolis, 618, tel. 3661-3300. Sáb., 20h; dom., 18h. R$ 50. Até 31/7. 

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