Daniel Teixeira|Estadão
Daniel Teixeira|Estadão

Em 2015, o teatro debateu o racismo para além dos palcos

Antes mesmo de estrear, peça de Os Fofos Encenam abriu debate sobre o negro na dramaturgia

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2015 | 18h00

Um dos mais interessantes acontecimentos de 2015 foi poder pensar a relevância e influência do teatro fora do palco. No episódio a seguir, o espetáculo A Mulher do Trem, de Os Fofos Encenam, motivou um amplo debate sobre a utilização da técnica blackface (quando um ator branco se pinta de preto para interpretar um personagem negro).

Na ocasião, a peça foi cancelada e um encontro marcado com artistas, ativistas e filósofos para tratar da representação do negro no teatro contemporâneo. Diante de um ano cheio de tensão racial, o debate instaurou diálogos a partir de uma forma estética e sua implicação política e social.

A oportunidade de debater o racismo no Brasil e na dramaturgia brasileira ultrapassou a discussão da máscara, que foi descartada pelos Fofos.

Em um momento especial para 2015, o teatro pôde atestar sua relevância na construção da sociedade e da democracia.

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