Dramaturgo Naum Alves de Souza morre aos 73 anos

Artista que revolucionou a linguagem teatral nos anos 1970 também foi diretor, figurinista e cenógrafo

Leandro Nunes, O Estado de S. Paulo

10 de abril de 2016 | 13h39

O dramaturgo Naum Alves de Souza morreu neste sábado, 9, aos 73 anos. Nascido em Pirajuí, interior de São Paulo, ele será velado no Cemitério Getsêmani, a partir das 9 horas e seu sepultamento está marcado para às 17 horas do domingo. A causa de sua morte não foi  divulgada.

Naum Alves de Souza também atuou como diretor, cenógrafo, figurinista e artista plástico. Em 1972, trabalhou na formação de artistas com a fundação do grupo experimental Pod Minoga Studio, que incorporava linguagens do circo, teatro de revista, ópera, cinema e rádio.

O diretor, dramaturgo e artista plástico Naum Alves de Souza

Sua produção é marcada por montagens como A Maratona, Aurora da Minha Vida, Um Beijo, Um Abraço, Um Aperto de Mão e No Natal a Gente Vem Te Buscar. Montagens como Suburbano Coração tiveram músicas de Chico Buarque, a adaptação de poemas de Adélia Prado, na peça Dona Doida, estrelou com Fernanda Montenegro no elenco, além do figurino de Elis Regina em Falso Brilhante.

Diversos artistas lamentaram a morte de Naum nas redes sociais. O dramaturgo Dionísio Neto lamentou a morte da atriz cubana Phedra de Córdoba, que também faleceu nesse sábado, 10. “Dedico meu dia a você Phedra e a você Naum. Obrigado por cada sorriso que sorrimos juntos”, escreceu.  O dramaturgo René Piazentin lembrou que apesar de Naum ser conhecido como dramaturgo, era um grande multiartista. “É dele a direção de arte, cenografia e figurinos no Macunaíma de Antunes Filho, um marco do Teatro Brasileiro.”

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