Reprodução/Internet
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Diretor musical Paulo Herculano morre aos 81 anos

Entre os espetáculos que trabalhou estão 'Hair' e 'A Megera Domada'; um dos reconhecimentos a seu trabalho se deu em 1973, com a vitória da APCA pela direção musical de 'Bodas de Sangue'

O Estado de S.Paulo

28 Janeiro 2017 | 18h12

O diretor musical, professor de música e ator Paulo Herculano morreu neste sábado, 28, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Universitário da USP com problemas pulmonares. O velório será a partir das 20h deste sábado, 28, no Cemitério São Paulo, e o corpo será cremado no cemitério da Vila Alpina no domingo, 29, às 10h. Nascido no interior de São Paulo, em Rio Claro, formou-se no Conservatório Carlos Gomes, em Campinas, em 1953, e começou a trabalhar ainda nos anos 1960, com composição de trilhas sonoras e preparação vocal de elencos.

Um dos seus primeiros trabalhos foi como diretor musical da peça A Megera Domada, de William Shakespeare, encenada por Antunes Filho, em 1965. Faria ainda Oh, Que Delícia de Guerra!, de Charles Chilton, Joan Little Wood e do grupo Theatre Workshop, em colaboração com Cláudio Petaglia e direção de Ademar Guerra.

No final dos anos 1960, Herculano participou da montagem de Hair, de Rogni Rado, e direção também de Ademar Guerra. Foi reconhecido com o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pela direção musical de Bodas de Sague, de Federico Garcia Lorca, em 1973.

Herculano também era ator e fez Eva Perón, de Capi, na pele do ditador portenho, em 1981. Em 1986, veria outro APCA, com a peça 39, de Gretcher Cryer e direção de Flávio Rangel. Nos anos 1990, trabalhou em espetáculos experimentais e lecionava música e canto para atores.

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