Julieta Cervantes/The New York Times
Julieta Cervantes/The New York Times

Credores assumirão o controle do Cirque du Soleil

Dívida do maior circo do mundo é de mais de US$ 1 bilhão; credores devem injetar cerca de US$ 300 milhões

Redação, AFP

19 de agosto de 2020 | 11h29

Um grupo de credores do Cirque du Soleil anunciou que assumirá o controle da endividada empresa canadense.

Possíveis interessados tinham até terça-feira, 18, à tarde para melhorar a proposta feita por um grupo de credores, com o fundo canadense Catalyst Capital Group à frente.

O circo mais famoso do mundo anunciou após o fim do prazo que a proposta - avaliada em mais de US$ 1,2 bilhão - não foi igualada.

A oferta dos credores ainda precisa ser validada pela justiça de Quebec nas próximas semanas.

De acordo com o jornal Globe and Mail, os credores devem injetar entre US$ 300 milhões e US$ 375 milhões no circo. Também se comprometeram a reduzir a dívida da empresa de US$ 1,1 bilhão para US$ 300 milhões.

Gabriel de Alba, diretor do fundo Catalyst, elogiou os "maravilhosos resultados para o Cirque, seus funcionários, artistas e sócios, em um e-mail enviado à AFP.

Fundado em Quebec em 1984, o circo teve que cancelar 44 produções em todo o mundo em março pela pandemia de coronavírus. O grupo demitiu 4.679 acrobatas e técnicos, 95% de seus funcionários. 

O atual convênio, anunciado em julho, substitui a oferta de compra que a empresa com sede em Montreal havia concluído no fim de junho com os atuais acionistas, os fundos americanos TPG e Chinese Fosun, assim como a Caisse de depot et place de Quebec.

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