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Companhias celebram do Dia da Consciência Negra com espetáculos

Teatro retoma a história de heróis africanos que cruzaram o Atlântico; peça infantil discute a origem do racismo; veja galeria

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2015 | 10h00

Desde 2003, o Brasil dedica o dia de hoje para relembrar a resistência do negro contra a escravidão, em memória à data da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Entre as entidades presentes nesse panteão, o líder Chico Rei ganha espetáculo musical homônimo em cartaz até domingo, 22, na Caixa Cultural.

Com texto e músicas de Paulo César Pinheiro e direção de João das Neves, Galanga Chico Rei integra instrumentos da cultura africana e relembra, por meio da tradição oral, a trajetória do rei de uma tribo no Congo que é trazido como escravo para o Brasil, e se torna um herói do povo.

O espetáculo usa a congada – bailado tradicional de Estados como Minas Gerais e Goiás – para representar com danças, cortejos e cavalgadas a coroação do rei do Congo. Em convivência pacífica com o culto católico, a tradição africana exalta os santos negros como Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia.

Na programação infantil, a Companhia Os Crespos discute o racismo com as crianças na montagem Os Coloridos, em cartaz desta sexta, 20, até domingo, 22, no Sesc Campo Limpo. O espetáculo, dirigido por Lucélia Sergio, traz a história de duas araras, uma vermelha e uma amarela, que disputam entre si a superioridade baseada nas suas cores. Um dia, elas são surpreendidas com o aparecimento de uma arara de muitas cores.

No mesmo palco do Sesc Campo Limpo, o grupo Capulanas Cia de Arte Negra apresenta o teatro adulto Sangoma entre os dias 27 e 29. A montagem dirigida por Kleber Lourenço traz a música de Naruna Costa e quatro atrizes que vivem mulheres escolhidas espiritualmente por seus ancestrais com a missão de darem continuidade aos trabalhos de cura dentro da comunidade.

O espetáculo O Topo da Montanha, com Taís Araújo e Lázaro Ramos segue em cartaz no Teatro Faap. A montagem da dramaturga Katori Hall traz os últimos dias de Martin Luther King Jr. (1929-1968), um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. 

E no Rio de Janeiro, a peça Race cumpre temporada no Teatro Poeirinha. O texto de David Mamet dirigido por Gustavo Paso conta os bastidores da construção da defesa de um homem branco que procura os sócios advogados, um negro e um branco, pois é acusado de estuprar uma jovem negra.

 

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