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'Como Eliminar Seu Chefe' traz Simone Centurione, Tânia Alves e Sabrina Korgut

O sonho de todas as secretárias ganha versão em português

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2015 | 21h41

O produtor Claudio Figueira sempre foi um apaixonado pelo filme Como Eliminar Seu Chefe, comédia de 1980, estrelada por Jane Fonda, Lily Tomlin e Dolly Parton. Assim, quando assistiu à versão musical na Broadway, decidiu que montaria o espetáculo no Brasil. “Confesso que, no começo, não acreditava que a adaptação para um musical seria tão boa quanto o filme”, disse. “Mas, percebi que o tema continua atual e, traduzido para o português, ficou até mais engraçado.”

O espetáculo está em cartaz no Rio, no Teatro Carlos Gomes. E um dos responsáveis pelo feito é o dramaturgo Flávio Marinho, que cuidou da versão nacional. “O roteiro foi tão bem retrabalhado pela sua autora, Patricia Resnick, que também assina o texto da peça, que o resultado final é ainda mais estimulante e divertido que o original. Ela aproveitou o que de melhor existia e ainda encontrou ótimas soluções teatrais”, comenta Marinho.

Como Eliminar Seu Chefe, como o próprio título brasileiro indica (o original, 9 to 5, algo como “das 9 às 5”, significa o horário de trabalho das secretárias), conta a história de Franklin Ratto (Marcos Breda), um chefe sem escrúpulos, que não pensa duas vezes antes de cometer qualquer tipo de abuso (inclusive assédio sexual) com suas funcionárias, especialmente com Violeta (Tânia Alves), Dorali (Sabrina Korgut) e Júlia (Simone Centurione). Ele só conta com a ajuda de Rosa (Gotscha), uma dedo-duro, única aliada do chefe.

As três se unem e armam um plano para prendê-lo em sua própria casa, assumindo o controle da empresa, o que leva a um grande aumento da produtividade. “O assunto continua muito atual, pois um estudo recente revelou que quase 50% dos profissionais deixam seus empregos para se afastar de seus patrões”, observa Figueira. “E, cá entre nós, quem nunca sonhou eliminar o próprio chefe?”, diverte-se.

Segundo ele, dados do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente apontaram que no Brasil, em 2015, quase 70% das pessoas estão insatisfeitas nos seus trabalhos atuais. O musical trata ainda do abuso do poder masculino sobre as mulheres e as desigualdades salariais e de oportunidades entre os gêneros. “Tratamos de adaptar à nossa realidade, sem perder o humor”, conta o produtor.

No palco, o espetáculo ganhou canções especialmente compostas por Dolly Parton. “O texto é formado por cenas curtas”, diz Marinho. “Nosso idioma não é tão sintético, mas eu quis respeitar a agilidade e a velocidade das cenas. As canções, no entanto, ao contrário dos diálogos, são ‘sertanejamente’ verborrágicas, bem ao estilo country de Dolly Parton.”

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