Spasiyana Sergieva/ Reuters
Spasiyana Sergieva/ Reuters

Circo búlgaro Balkanski luta pela sobrevivência durante pandemia

'Não quero que o circo morra antes de mim. Quero ir antes de o circo morrer', disse fundador a trupe

Tsvetelia Tsolova, Reuters

21 de outubro de 2020 | 09h38

Sentado em sua caravana no centro de Sófia, Alexander Balkanski, ex-acrobata e trapezista e fundador do maior circo da Bulgária, oscila entre a esperança e o desespero ao somar os custos emocionais e financeiros da pandemia de covid-19.

Neste ano, Balkanski, de 78 anos, esperava comemorar o 200º aniversário do envolvimento de sua família com o circo e o 20º aniversário do Circo Balkanski, mas o lockdown abreviou drasticamente a temporada, que normalmente vai de abril a novembro.

Balkanski hipotecou a casa para conseguir 250 mil euros para uma tenda nova encomendada para comemorar os aniversários. Ele teve que reorganizar a programação seis vezes em meio ao acúmulo de contas e aos cancelamentos de artistas, e o circo só abriu as portas no dia 1º de setembro.

“Em toda a Europa, os circos estão de joelhos, incluindo nós”, disse Balkanski, cuja família é originaria da Itália e que se apresentava desde os oito anos de idade.

Uma injeção bem-vinda de 50 mil euros de ajuda estatal foi gasta em dias com pagamentos atrasados, aluguéis e gastos de manutenção com sua trupe de 40 integrantes.

Inicialmente as pessoas voltaram para a grande tenda em setembro, mas a Bulgária, como a maior parte da Europa, testemunhou uma disparada de infecções de covid-19 no outono local, e isso reduziu rapidamente o número de visitantes na instalação para duas mil pessoas - de 300 a 600 por dia na primeira semana para algumas dezenas nos últimos dias.

“Não quero que o circo morra antes de mim. Quero ir antes de o circo morrer”, disse Balkanski.

 

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