Manu Hashimoto
Manu Hashimoto

Cinco artistas contam como se faz um musical

Peça ‘[nome do espetáculo]’ brinca de forma inteligente com as dificuldades de se criar e produzir um trabalho do gênero

Ubiratan Brasil, O Estado de S. Paulo

22 de novembro de 2019 | 07h00

Hunter e Jeff são dois jovens escritores que decidem participar de um festival, mas, para isso, precisam criar um musical em apenas três semanas. Esse é o ponto de partida de [nome do espetáculo], versão brasileira de uma montagem da Broadway, [title of show], que conquistou boa repercussão em sua estreia, em 2008. A peça está em cartaz no teatro do Núcleo Experimental.

A brincadeira no título dá o tom do texto: trata-se do campo em um formulário de inscrição em que cada companhia teatral deve preencher com o nome de seu projeto. “É uma maravilhosa metalinguagem, pois o público acompanha a história dos rapazes tentando escrever um musical e, no final, o trabalho é justamente essa história que foi mostrada”, conta Caio Scot, que vive Hunter. Ele e Junio Duarte, que interpreta Jeff, encabeçam a produção de [nome do espetáculo], que foi bem premiada na temporada carioca. “É uma sátira e também uma homenagem ao gênero musical”, completa Duarte.

De fato, a graça do espetáculo está na descrição real das dificuldades para se montar esse gênero, com muitas citações irônicas (algumas até corrosivas) que os mais conhecedores vão se deliciar. Em sua batalha, Hunter e Jeff contam com o apoio de duas amigas, Susan (Ingrid Klug) e Heidi (Carol Berres), além de Larry (Jorge de Godoy), pianista responsável pela trilha executada ao vivo.

“Enfrentamos as mesmas dificuldades por que passam os dois amigos, o que tornou essa montagem ainda mais incrível, pois encenávamos problemas reais”, conta Scot, cujo talento cômico, somado ao do restante do elenco, é um dos pontos altos da montagem. A dupla, aliás, contou com o apoio dos criadores, Hunter Bell (autor do texto) e Jeff Bowen (letras e canções), para adaptar à realidade brasileira. “Todos os locais e as pessoas citadas por nós foram identificados para eles, que só pediram manter os nomes originais”, explica Duarte, o que reforça a ideia de ser um espetáculo autobiográfico.

SERVIÇO: [nome do espetáculo]. TEATRO DO NÚCLEO EXPERIMENTAL. RUA BARRA FUNDA, 637. TEL.: 3259-0898. SÁB. E SEG., 21H. DOM., 19H. R$ 80. ATÉ 9/12.

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