Nanah Dluize
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Cia. Paula Castro apresenta o ‘Lago dos Cisnes’ com estilo cubano

Escola, representante exclusiva do Balé de Cuba, escolhe repertório para reativar sua companhia

Fernanda Simas, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2018 | 12h37

Considerado um dos mais clássicos balés de repertório mundial, o Lago dos Cisnes foi escolhido pela Escola de Ballet Paula Castro – representante exclusiva da Escola Nacional de Balé de Cuba no Brasil – para o retorno de sua companhia de dança, criada em 1984. O espetáculo será apresentado no Teatro Sérgio Cardoso.

“Nosso sonho é abrigar os talentos da escola em uma companhia de dança. Faz parte do nosso ideal valorizar o balé clássico”, comemora a bailarina e criadora da escola, Paula Castro. Ela explica que ainda não tinha apresentado tal repertório, “o mais complexo dos balés, e com a música mais bonita de Tchaikovski”.

O espetáculo, que será apresentado pelos 30 bailarinos da cia., tem base na proposta original da obra de 1877, com quatro atos contando a história do príncipe que precisa escolher sua mulher durante um baile e descobre que os cisnes que estão em um grande lago são princesas enfeitiçadas. A montagem tem a visão do balé cubano. 

“Já que nós representamos a escola (Nacional de Cuba) fizemos a coreografia com base no estilo cubano”, explica Paula. Segundo ela, a diretora da escola cubana, Ramona de Sá, vem ao Brasil todo ano para acompanhar o trabalho e faz treinamento dos professores sobre a metodologia que é aplicada no Brasil. 

Paula escolheu a metodologia cubana a partir da tese que fez na pós-graduação na USP e afirma que a motivação foi a proximidade com o povo brasileiro. “A semelhança está em sermos latinos, a escola cubana é virtuosa, forte, representa mais nosso biotipo, nossa personalidade cultural.”

“O balé clássico tem uma linguagem tão bem codificada que é igual em todos os lugares – ninguém está criando o balé, mas dando sua característica de povo, físico, para se adaptar ao que já existe”, afirma a bailarina, que vai a Cuba com frequência.

Paula reconhece que o momento é difícil para manter o funcionamento de uma companhia de dança, mas acredita que vale “fazer o trabalho com amor”. 

 

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