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Caverna.Club: Viva os italianos, avanti!

Se a presença física de Umberto Eco e Antonio Tabucchi nos falta, o mundo digital nos liberta

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2020 | 03h00

Umberto Eco (1932-2016) cantou para subir há quatro anos mas sua imagem continua vagando como ectoplasma digital por aí. Claro, sorte nossa. Esses italianos são incríveis. E suas obras lavam a alma do mais encardido dos humanos. Se a presença física nos falta o mundo digital nos liberta. Serve tanto para o autor de O Nome da Rosa como para outro romancista falecido de mão cheia, Antonio Tabucchi (1943-2012). Tinham em comum a cátedra mas de um jeito, digamos, meigo. Falavam como meros mortais, acessíveis a qualquer pessoa. A primeira conversa tem uma hora e meia de duração e Eco fala sobre seu romance, O Cemitério de Praga.

Eco não fala somente sobre o livro, seu penúltimo, antes de Número Zero, também editado pela Record no Brasil. O mais importante nas suas conversas é a forma como liga os temas, muitos deles diferentes uns dos outros. Fala tudo o que lhe bate na cachola, mas de forma sistematizada, ligando os pontos como um bom pensador que se preze deve fazer. A entrevista de Umberto Eco foi feita por Paul Holdengräber, do programa Intelligence Squared, um dos mais bombados da rede.  

SONHAR A LITERATURA 

Um ano antes de ser abatido por um câncer o escritor italiano Antonio Tabucchi conversou por uma hora e 20 minutos com a plateia sobre seu amor pela literatura, tema que levou a vários países europeus, Elogio à Literatura. Especialista na obra de Fernando Pessoa, Tabucchi é autor de Afirma Pereira e Réquiem, livros que o tornaram conhecido no mundo e viraram filmes. Na conversa, que se deu no Teatro del Popolo, em Migliarino, passeia pelos sentimentos com os quais constrói seus romances e seu olhar para o mundo. E, no meio de tudo isso, o tempero italiano que cria não somente obras exemplares como autores peculiares como personagens de seus próprios mundos.

VAMOS AOS VIVOS

Ok, ok, nem só de mortos vive a literatura italiana, muito pelo contrário. Vamos a um vivo, bem mais que vivo, o romancista Alessandro Baricco, autor de Seda, A Noiva Jovem e Três Vezes ao Amanhecer. A mais recente aparição do escritor se deu há quatro dias em um programa ao vivo do matutino italiano La Repubblica e provocou reações divididas. O tema? A epidemia de coronavírus nos tempos das conexões provocadas pela internet, sejam elas games, redes sociais, notícias. Vale ouvir Baricco sobre o assunto. A gravação está no ar e pode ser vista aqui:

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