Beijo gay é cortado de versão do musical 'Les Misérables' em Cingapura

Cena violava a classificação 'livre' da produção

Fathin Ungku, Reuters

13 de junho de 2016 | 16h20

Os organizadores da versão do musical Les Misérables de Cingapura cortaram uma cena na qual dois atores se beijam depois de queixas do público da cidade-Estado conservadora, onde o sexo entre homens é ilegal.

A empresa organizadora, Mediacorp VizPro, retirou o beijo depois de ser informada pela agência reguladora estatal Autoridade de Desenvolvimento de Mídias (MDA, na sigla em inglês) que ele violava a classificação "livre" da produção.

"A inclusão desta cena em particular fez com que o espetáculo ultrapassasse a classificação 'livre' emitida", disse a MDA em um comunicado.

"Segundo nosso código de classificação, tal cena entraria em uma categoria 'limitada'".

A Mediacorp Vizpro preferiu retirar o beijo gay, ao invés de mudar a classificação, por motivos comerciais, disse um porta-voz à Reuters. Uma classificação 'limitada' significa que os pais podem impedir seus filhos de assistirem ao musical.

A empresa disse que o beijo era um 'selinho' e que "pretendia ser cômico", afirmou seu diretor, Moses Lye.

Cingapura é um polo financeiro moderno no coração do sul asiático desenvolvido durante o meio século transcorrido desde sua fundação, levada a cabo por um partido governista que vem controlando a política e a sociedade desde então.

 

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