Eric Gaillard /REUTERS
O diretor Neil LaBute (centro) recebe o prêmio de Melhor Roteirista por seu filme 'A Enfermeira Betty', com o ator Joacquin Phoenix e a atriz Charlize Theron no 53º Festival de Cinema de Cannes. Eric Gaillard /REUTERS

'As palavras são o tijolo e a argamassa da minha profissão', diz Neil LaBute

Considerado um dos principais dramaturgos americanos contemporâneos, ele conta como é seu processo criativo

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 05h00

O americano Neil LaBute escreveu a série de monólogos Dez por Dez especialmente para a televisão, mas sua estrutura teatral permite que as histórias sejam encenadas também no palco. Sobre seu processo criativo, LaBute respondeu por email as seguintes questões.



 

A pandemia da covid, que obrigou as pessoas a se isolarem em casa, reforçou os sentimentos contidos nos personagens de 'Dez por Dez'?

Eu não acho que a pandemia teve qualquer influência sobre os personagens ou histórias de Dez por Dez em um sentido literal, já que as peças foram originalmente escritas e filmadas há alguns anos, mas o tipo de performances teatrais filmadas que cresceram desde o ano passado traz indicativos da intimidade que eu estava tentando alcançar com a série. Uma pessoa falando diretamente para outro espectador (ou espectadores) é o que tenho visto nos últimos doze meses ou mais. Dito isto, muito do ‘teatro do zoom’ que eu vi ou do qual fiz parte sentiu-se limitado por restrições técnicas (participantes em muitos lugares diferentes), qualidade do equipamento e/ou o talento envolvido ou pura preguiça. Não é suficiente apenas fazer alguma coisa, acho que, mesmo em tempos como esses, você tem que se esforçar para fazê-los bem ou não fazê-los. Obviamente, nem todo mundo concorda, então diferentes produtos são colocados na internet ou em serviços de streaming o mais rápido possível, mas os resultados são extremamente variados. Eu pretendia que Dez por Dez se parecesse como uma experiência bonita, conectada, totalmente realizada, e não apenas uma peça que estava sendo lida para o público por atores talentosos ou conhecidos. Espero que esta versão também estabeleça um alto padrão para quem faz um trabalho como este no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.


 

Seu dom para escrever diálogos cortantes e criar personagens espinhosos se adaptam perfeitamente à tela pequena. Nesse caso, as palavras se tornam ainda mais essenciais? Você permite que o ator improvise?

As palavras são sempre essenciais para mim - elas são a porta de entrada para tudo o que faço ou tento fazer. Então, sou muito cuidadoso com o que escrevo e tento apresentar ao público. Os atores são obviamente o canal para o público e eles dão vida a essas palavras, sendo também uma parte vital e talvez a mais importante do processo, mas eles são apenas parte dele. Eu permito a improvisação que, às vezes, é ótima, mas, outras, não. Não gosto da possibilidade de que alguém acredite que pode rapidamente ter uma ideia, palavra ou frase melhor do que aquelas que tenho lutado para criar por um longo período de tempo. Mas, quando consegue, é como mágica e eu adoro isto. No entanto, também tenho visto pessoas tentarem improvisar com meu diálogo e isso se torna uma mistura de ideias originais e na maioria das vezes parece que eles não reservaram tempo para fazer seu trabalho e aprender sobre o material original, então isso pode ser muito frustrante. Adoro quando os artistas se reúnem, todos realizando previamente seu trabalho e colaborando para fazer algo maravilhoso acontecer como uma peça ou roteiro ou teleplay. Devo dizer que as imagens também são importantes para mim, mas as palavras são o tijolo e a argamassa da minha profissão. Eu as amo e as trato com o maior respeito.


 

Você tem uma escrita que evoca as imagens, é possível imaginar as situações descritas perfeitamente. Como define que a história será um filme ou uma peça?

Mesmo neste ponto da minha carreira, muitas vezes eu simplesmente começo a escrever e vejo aonde o espírito me leva. Esperançosamente, duas pessoas em uma sala, um carro ou um café vão levar a algo maravilhoso - se não, eu paro e tento novamente (ou dou um descanso e volto no dia seguinte). Certamente há trabalhos que se definem com antecedência - adaptar um romance ou transpor uma peça do palco para a tela ou um trabalho encomendado -, mas ainda escrevo simplesmente por prazer e espero que isso nunca acabe. Estranhamente, este último ano me fez sentir como se estivesse começando minha carreira de novo, comigo sentado e escrevendo peças e roteiros pelo puro prazer de fazê-lo, sem saber quando ou mesmo se essas peças irão algum dia chegar ao palco ou à tela. Estou bem com isso, faço porque adoro, não apenas porque muitas vezes sou pago agora para fazer isso. Acho que minhas peças e filmes (aqueles que escrevi diretamente para a tela) sempre tiveram uma alma gêmea porque palavras e ideias tendem a conduzi-los, em vez de imagens ou personagens que levam a algum tipo de franquia.


 

Há um sentimento de injustiça social em muito do que você escreve. Você se vê como um escritor político ou acha que os escritores são criaturas inevitavelmente políticas?

Estou um pouco surpreso (mas felizmente) ao ler isso, já que não me considero um escritor político. Estou muito mais interessado na geografia do desejo e em como meus personagens se relacionam (ou não) entre si do que com sua atitude política. Escrevi muito poucas coisas abertamente políticas ou até mesmo peças ou contos ambientados em paisagens reconhecidamente realistas ou tempos históricos. The Mercy Seat é uma exceção, e se passa no dia seguinte ao 11 de setembro, mas mesmo assim era mais um estudo sobre a fragilidade humana e um relacionamento azedando, em oposição a um olhar mais concentrado nos eventos reais daquele dia. Não é que eu não esteja interessado na política pura, mas francamente estou mais interessado na conexão humana e política sexual. À medida que envelheço, também não vejo essa mudança, acho que meu trabalho continuará a ficar cada vez mais concentrado, em vez de se tornar mais grandioso ou épico. Não há nada que eu goste mais que uma performance individual, na qual o ator pode quebrar a quarta parede e olhar diretamente nos olhos do público. Isso é perfeição, no que me diz respeito.


 

Na sua opinião, os escritores têm uma obrigação moral para com seus personagens e seu público?

Não acho que os escritores têm qualquer obrigação de qualquer tipo para com seus personagens - e eles nunca deveriam julgá-los -, mas eles têm a obrigação de não ser chatos ou tomar o tempo de seu público se não tiverem algo para dizer e /ou uma maneira inteligente de dizê-lo. O público deve ser sempre estimulado a ser mais confrontado e engajado e a participar o máximo possível. Quero que as pessoas para quem escrevo se divirtam e se indignem na mesma medida - menos que isso é decepcionante. Muitos autores hoje têm medo de realmente escrever o que pensam ou sentem por causa da reação potencial que pode vir da mídia social ou de outro lugar e, portanto, temos muitos trabalhos que são perfeitamente bons, seguros, mas chatos. Espero que isso mude em breve, mas, se não, levará nossos mais corajosos escritores a avançar e dizer a verdade como a veem, independentemente de como essas verdades são aceitas pelo público em geral.


 

No mundo de hoje, quem está ganhando: as pessoas que usam palavras para destruir ou os agitadores de palavras?

Acho que está bonito até agora - há e sempre haverá destruidores e criadores. A internet tem nos prestado um grande desserviço nos últimos vinte anos, criando um mundo ainda mais narcisista, ou pelo menos uma válvula de escape para todo o narcisismo que não sabíamos que existia dentro de nós. Ela então nos deu (se assim escolhermos usá-lo) um escudo de anonimato no qual os covardes poderiam se esconder para lançar seus pensamentos e insultos ao resto do mundo. Realmente acredito que a internet como um todo precisa ser remodelada, com cada usuário pessoalmente responsável por tudo o que escreve, sem se esconder atrás de um nome de e-mail ou de uma identidade falsa. Se você tem algo a dizer sobre um assunto ou para uma pessoa, deve ser forçado a defendê-lo. Não há nada que eu deteste mais que covardes e críticos sem rosto. Bem, na verdade, não gosto de várias coisas mais do que isso (espaços apertados, águas profundas, aranhas grandes, etc.), mas você entendeu de onde eu vim.


 

Como movimentos como #Me Too e 'Vidas Negras Importam' podem influenciar sua escrita?

Movimentos de todos os tipos podem ser extremamente importantes e influentes, mas tenho que ter cuidado para não me curvar à pressão do momento e liderar com minha escrita, em vez de seguir; como pessoa, posso encontrar algo interessante ou de grande significado para meus amigos, família e para mim, mas isso não significa que preciso escrever sobre isso ou comentar ou qualquer coisa assim. Pessoalmente, não sinto a necessidade de sempre dizer algo sobre tudo, mesmo quando solicitado a comentar. Às vezes, é bom apenas calar a boca, respirar, ouvir e ver para onde as coisas vão parar sem ter dito uma única palavra sobre o assunto. Quero que meu trabalho perdure, seja útil a mais gerações que só a esta. Quem sabe se isso vai acontecer ou não? Tenho pessoas que gostam do meu trabalho e outras que me odeiam e não há muito que eu possa dizer ou fazer agora para mudar isso. Continuo escrevendo porque é o que faço melhor e não vou parar porque alguém não gosta ou acha uma das minhas peças / filmes ofensivos. Não leia. Pare de assistir. Siga em frente. Isso é tudo que posso dizer a eles, mas a ideia de que vou parar de fazer o que faço porque algum espectador ou leitor ou grupo de pessoas da moda não gosta é totalmente absurdo, um pouco ofensivo e meio hilário. Vou parar quando estiver morto (o que pode ser um convite para que coisas ruins aconteçam, mas estou sempre pronto para uma boa luta).

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Projeto de Neil LaBute com dez monólogos revela a complexidade humana

No espetáculo ‘Dez por Dez’, que poderá ser visto gratuitamente no site do Teatro Unimed, a partir de quinta, o elenco fala direto para câmera, sem interrupções.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 05h00

Homem confessa sua paixão pelo futebol a ponto de se envolver em brigas nos jogos do filho na escola, enquanto mulher revela sua participação em um triângulo amoroso formado pela amiga e o namorado. Eis duas histórias de um conjunto de dez monólogos que formam o espetáculo Dez por Dez, atos confessionais cuja franqueza verbal tira o fôlego do público, que poderá acessá-los gratuitamente no site do Teatro Unimed, a partir de quinta, 20.

Escritos pelo dramaturgo e cineasta americano Neil LaBute, os monólogos foram criados em 2014 especialmente para exibição no Audience Channel, na TV americana, e seguem uma regra básica: com duração de dez minutos, cada um traz o elenco falando diretamente para a câmera, em tempo real, sem cortes ou edições - a interpretação, sempre limpa, necessita revelar rapidamente o conflito.

“Além de ser um excelente exercício de atuação, permite ao ator criar um vínculo com o espectador”, comenta Leopoldo Pacheco, intérprete de um homem de meia-idade que, no discurso, logo se revela uma pessoa racista e homofóbica. Trata-se de um dos diversos perfis humanos com que LaBute exerce a habilidade para narrar dramas sem reservas ou moralismo (conheça os demais abaixo).

 

 

A reportagem acompanhou a filmagem de sua cena, no sábado à tarde, no restaurante Casimiro, localizado no edifício onde está o Teatro Unimed, na região da Avenida Paulista. Foram quatro tomadas em que Pacheco ofereceu variações sutis na interpretação até atingir o ponto ideal. “Foi maravilhoso retomar um trabalho que remete ao teatro, depois de mais de um ano afastado dos palcos por causa da pandemia”, disse ele, visivelmente emocionado. “E justo com o texto sobre um homem horrível, mas que infelizmente reflete bem o que muitos pensam na realidade.”

“LaBute compôs um arco de emoções, que vai do drama à comédia”, observa Guilherme Leme Garcia, diretor das dez atuações que foram filmadas por seu irmão, o cineasta e diretor de fotografia Gustavo Leme. Juntos, eles se mantêm fiéis ao conceito original do projeto, filmando os atores estáticos, em preto e branco, com o olho na câmera. Mas acrescentaram detalhes sofisticados. “Fomos em busca de uma estética documental da fotografia, a partir de trabalhos de nomes como Cartier Bresson, Peter Lindbergh, Annie Leibovitz”, observa Gustavo. 

De fato, LaBute apresenta um retrato do homem contemporâneo que, por sua natureza contraditória, consegue deixar o mundo fora do eixo. A forma direta de sua escrita, porém, já lhe rendeu comentários pouco elogiosos (misógino, chauvinista, moralista), mas seus defensores garantem que LaBute traz em suas observações sobre os homens algo que outros autores contemporâneos ainda não trabalharam com autoridade: o senso de pecado.

“Eu pretendia que Dez por Dez se parecesse com uma experiência bonita, conectada, totalmente realizada, e não apenas uma peça que estava sendo lida para o público por atores talentosos ou conhecidos”, disse LaBute ao Estadão, em entrevista realizada por e-mail. “As palavras são sempre essenciais para mim - elas são a porta de entrada para tudo o que faço ou tento fazer, então sou muito cuidadoso com o que escrevo e tento apresentar ao público.”

A observação encontrou eco entre os atores brasileiros envolvidos no projeto. “LaBute endereça a fala”, comenta Denise Fraga. “O texto é muito direto, simples, e dá a impressão de se tratar de uma pessoa falando naturalmente, sem artimanhas dramatúrgicas. São dez janelas com pessoas falando direto para você. O plano-sequência de 10 minutos dá mais crueza e coloca o espectador como um terapeuta, um amigo, enfim, outro personagem.”

 

“O texto é divertido e, ao mesmo tempo, profundo”, complementa Ícaro Silva, intérprete do homem que relata o sonho bizarro que teve com uma mulher que viajou ao seu lado, em um avião. “Os monólogos dialogam com nosso tempo, que é encarado de frente.”

Denise contou ao Estadão que decidiu participar do espetáculo quando chegou ao final de seu texto - ela vive uma mulher que, depois de eventos trágicos, revela o desejo pelo suicídio - e, ao final, busca a cumplicidade do espectador para ajudá-la a desistir desse desejo. “Essa mulher sente algo muito comum hoje, que é atingir um limite, o momento em que não se sabe mais como prosseguir. Guilherme pediu para que me aproximasse da dor dessa mulher. Ela tem uma avaliação sobre si mesma assustadoramente lúcida, muitas pessoas vão se identificar, pois são pensamentos que passam pela cabeça das pessoas.” 

Nascido em Detroit, em 1961, Neil LaBute estreou no cinema em 1997, com Na Companhia dos Homens, cuja virulência masculina contra mulheres frágeis cravou-lhe a fama de misógino. Mas logo a força de sua dramaturgia se impôs - críticos entusiastas logo compararam suas peças às de Strindberg, Ibsen e Albee em início de carreira. A maioria, no entanto, o equipara a David Mamet. O segredo, portanto, está na carpintaria do texto. “A prosa de LaBute é meticulosamente construída”, atestou, certa vez, Monique Gardenberg, que dirigiu Baque em 2005, primeira montagem brasileira de um trabalho do dramaturgo. “Cada detalhe é cuidadosamente revelado no momento certo, como em uma equação matemática, e, quando o castelo está todo construído, LaBute o destrói sem piedade.”

Monique está à frente da Dueto Produções, empresa que produz Dez por Dez, aumentando a sequência de peças escritas pelo autor americano. “São espectros que revelam a complexidade da natureza humana”, comenta Guilherme Leme, que já dirigiu outro espetáculo de LaBute, A Forma das Coisas, em 2010. Ele e Gustavo são responsáveis pela adaptação dos textos, buscando sempre referências mais próximas ao público brasileiro.

 

 

No ano passado, uma versão de Dez por Dez foi encenada nos Estados Unidos via Actor’s Studio que, desde 2013, em sua unidade de St. Louis, homenageia LaBute com um festival anual de novos talentos do teatro. Por ser um conjunto de monólogos, o projeto ganhou mais destaque diante do isolamento social provocado pela pandemia de covid

“O tipo de performances teatrais filmadas que cresceram desde o ano passado traz indicativos da intimidade que eu estava tentando alcançar com a série”, conta LaBute, na entrevista. “Uma pessoa falando diretamente para outro espectador (ou espectadores) é o que tenho visto nos últimos doze meses ou mais.”

Zeloso de sua escrita (“as palavras são o tijolo e a argamassa da minha profissão - eu as amo e as trato com o maior respeito”), LaBute curiosamente se revela dividido com a improvisação dos atores quando encenam seus textos. “Permito a improvisação que, às vezes, é ótima, mas outras, não. Não gosto da possibilidade de que alguém acredite que pode rapidamente ter uma ideia, palavra ou frase melhor do que aquelas que tenho lutado para criar por um longo período de tempo. Mas, quando consegue, é como mágica e adoro isso.”

Questionado, na entrevista, sobre se considerar um autor político, LaBute primeiro se revelou surpreso com a pergunta, para então dizer que não. “Estou muito mais interessado na geografia do desejo e em como meus personagens se relacionam (ou não) entre si do que com sua atitude política”, justifica.

A cada semana, serão exibidos dois novos monólogos de Dez por Dez no site do Teatro Unimed. E os primeiros serão os de Angela Vieira e Johnny Massaro. A visualização é gratuita e o público será convidado a colaborar com doações para o Fundo Marlene Colé, em prol dos trabalhadores do teatro em situação de insegurança alimentar devido aos efeitos da pandemia.

 

 

Os atores e seus personagens

 

  • Angela Vieira - mulher de 60 anos conta sobre um momento do seu passado, quando viveu uma relação que se resumiu a um único beijo, que a marcou para o resto da sua vida.
  •  Leopoldo Pacheco - homem de 60 anos expõe sua resistência a mudanças de hábitos e costumes na sociedade. Aos poucos, revela-se um racista conservador e intolerante com imigrantes.
  •  Denise Fraga - mulher de 50 anos relata uma sequência de eventos trágicos em sua vida e revela, explicitamente, o desejo pelo suicídio. 
  •  Eucir de Souza - homem de 50 anos discorre sobre o orgulho de estar casado há 30 anos, não suportando separações nem enlaces no mesmo sexo. Logo, revela-se um homofóbico radical.
  •  Pathy Dejeus - mulher de 40 anos conta como era frequentemente espancada e abusada emocionalmente por seu marido. Ela foge de casa e acaba se relacionando com outra mulher.
  •  Bruno Mazzeo - homem de 40 anos tem um filho que joga no time da escola e, acompanhando um dos jogos, ele se envolve em uma séria briga com outro pai. 
  •  Chandelly Braz - jovem de 30 anos fala sobre um acidente de trânsito em que uma amiga morreu enviando uma mensagem para o namorado. 
  •  Ícaro Silva - homem de 30 anos conta sobre o incômodo com a vizinha de poltrona em uma viagem de avião. Quando dorme, sonha que vivem uma relação amorosa bizarra.
  •  Luisa Arraes - menina de 20 anos é traída pelo namorado e passa a ter relações afetivas sem sentido, como forma de vingança.
  •  Johnny Massaro - garoto de 20 anos, incomodado com a iminência da calvície, revela um profundo amor pela mãe, acreditando ser a única mulher que o aceitará careca.

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