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ArCênico: 'Twilight Zone' chega ao teatro

Toda uma geração de cineastas norte-americanos foi influenciada por Twilight Zone, de Steven Spielberg a John Landis

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2018 | 02h00

Prepare o calmante que lá vem trolha.

A série que mais influenciou grandes cineastas norte-americanos, Twilight Zone, ou Além da Imaginação, como foi chamada no Brasil, chega ano que vem ao teatro britânico.

A peça, dirigida por Richard Jones e escrita por Anne Washburn, estreia dia 4 de março, no Ambassadors Theatre. A montagem reunirá histórias fantásticas com narrativas cruéis do ser humano, ao mesmo tempo em que provocam situações assustadoras e intrigantes. Pode parecer familiar esta descrição – e de fato é.

Os criadores da série Black Mirror são fãs confessos de Twilight Zone, que imortalizou o ator Rod Serling como apresentador das histórias, quando foi lançada em 1951.

FÃS DE CARTEIRINHA 

Toda uma geração de cineastas norte-americanos foi influenciada por Twilight Zone. Steven Spielberg (E.T. e Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida), George Miller (Mad Max e Mad Max 2), John Landis (Um Lobisomen Americano em Londres) e Joe Dante (Gremlins) são os mais famosos.

Tanta era a tara dos rapazes pela série dos anos 1950 que, na década de 1980, renderam homenagem em um longa chamado No Limite da Realidade, de 1983. Cada um dirigiu um episódio. A peça, em Londres, promete chacoalhar as cadeiras do Ambassador.

VIVA SAM SHEPARD 

O dramaturgo e ator norte-americano Sam Shepard, morto em julho do ano passado, faria 75 anos no próximo dia 5 de novembro. Mas é Londres que primeiro irá celebrar a memória do autor de Criança Enterrada (Burried Child) e Oeste Verdadeiro (True West).

O encontro se dará dia 12 de novembro em uma tarde no Royal Court em que serão lidos trechos de suas peças e algumas poesias de Shepard por artistas como Toby Jones, Kate Fleetwood, Stephen Rea e vários outros. A ligação do dramaturgo com o teatro britânico vem de 1971, quando morou em Londres durante três anos. 

ESTREIA NOVA CAIXA  

As artes cênicas da cidade ganham novo espaço. O Estúdio, no quatro andar do Sesc Avenida Paulista, estreia dia 16 de novembro como área para teatro, performances e instalações. A primeira montagem a se apropriar do quadrado é Fílon, de Kenia Dias e Ricardo Garcia, inspirada na história em quadrinhos Metrópole Feérica: Terra Incógnita, dos quadrinistas portugueses José Carlos Fernandes e Luís Henriques

POESIA EM CALHAMAÇO

O Que Fazer com o Resto das Árvores? é a peça escrita por Elder Torres que estreia dia 26 de outubro na SP Escola de Teatro, na praça Roosevelt. O elenco, com o próprio Torres e Nando Motta (foto abaixo), leva ao palco a história da relação entre dois irmãos e o pai, que passou a vida escrevendo uma enciclopédia em papel – este é o legado deixado para os meninos, além de 1 milhão de livros.

Nada é fácil. Em tempos de e-books e mundo digital, a montagem promete algo além do banal e, quem sabe, próximo da poesia. A direção é da estreante Larissa Matheus. 

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