André Guerreiro Lopes
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João Wady Cury
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ArCênico: Quando ‘Titus’ encontra ‘Macbeth’

A ideia de juntar os dois textos do bom e velho Will Shakespeare e recriá-los foi do diretor André Guerreiro Lopes e a dramaturgia ficou por conta de Sérgio Roveri; Insônia – 'Titus Macbeth' estreia em 13 de setembro

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2019 | 02h00

Titus Andrônicus e Macbeth são peças do bom e velho Will Shakespeare em que as personagens boiam em sangue e junto aos pedaços de corpos do início ao fim – a primeira foi escrita nos primórdios da carreira do dramaturgo e a segunda, dez anos antes de sua morte. Agora, imagine-se as duas no palco, com Lady Macbeth e o general romano Titus. A ideia de juntar os dois textos e recriá-los foi do diretor André Guerreiro Lopes e a dramaturgia ficou por conta de Sérgio Roveri. O elenco tem Helena Ignez como Titus, Djin Sganzerla como Lady Macbeth e Michele Matalon, Samuel Kavalerski, Dirceu de Carvalho revezando-se em outras personagens. Camila Bosso irá dançar ao longo da peça.

COSTURANDO CORPOS 

Violência é marca das duas peças, mas não significa que colocá-las lado a lado poderia fazer com que surtisse efeito. O trabalho maior foi criar uma coerência em uma terceira peça, que resultaria das dramaturgias dos dois textos. “O que fizemos, André e eu, foi justamente manter elementos das duas peças com narrativas paralelas, sem se tocarem, e ao mesmo tempo criando novos trechos para ele”, conta o dramaturgo Sérgio Roveri. Mas é claro que quem vai dizer se a traquitana dramatúrgica deu certo será o público quando se abrirem as cortinas em uma auspiciosa sexta-feira, 13 de setembro, para assistir a Insônia – Titus Macbeth. Só que quando o assunto é o general escocês Macbeth corremos para isolar a zica: toc, toc, toc na madeira, pé de pato mangalô três vezes. Não à toa a peça começa com previsões de bruxas. 

BICO PROFISSIONAL 

Quando a companhia Nau de Ícaros iniciar a carreira de A Verdadeira História do Barão (foto acima), em 15 de agosto, no Teatro do Sesi, poderá ser visto o melhor bico profissional do ator Leopoldo Pacheco. Ótimo ator, divide-se, desde os tempos de Escola de Arte Dramática (EAD), entre novelas, peças e a função de visagista em várias montagens – o bom e velho maquiador. Brincadeiras à parte, o rapaz leva a sério o trabalho. Além desta, que traz as incríveis histórias do Barão de Munchausen, do alemão Rudolf Erich Raspe, Pacheco tem duas outras peças em cartaz: Inventário e Testemunho Líquido. A peça no Sesi tem direção de Marcelo Romagnoli e no elenco a atriz Lu Grimaldi, convidada pela trupe para a temporada – a Nau é formada por Álvaro Barcellos, Celso Reeks, Erica Rodrigues, Letícia Doretto e Marco Vettore. 

  

BRASIL EM ALEMÃO  

Lançado em Berlim livro em alemão com seis peças de autores brasileiros: Agreste, de Newton Moreno, O Céu Cinco Minutos Antes da Tempestade, de Silvia Gomez, Trabalhos de Amores Quase Perdidos, de Pedro Brício, O Fim de Todos os Milagres, de Paulo Santoro, e Andaime (com vista para dentro), de Sérgio Roveri.

3 PERGUNTAS PARA...

Miriam Mehler - Atriz, seria psicóloga, se não fosse artista

1. Qual é o seu motto?

Viver o presente, tirar experiências do passado e ter alguma esperança no futuro.

2. Com qual personagem de teatro se parece?

Não me pareço com nenhuma personagem, mas tenho um pouco de todas.

3. Como gostaria de morrer em cena?

Morrer no palco é o meu sonho.

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