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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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ArCênico: Os mais queridos de São Paulo

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João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2017 | 02h00

Não, não é Will Shakespeare, nem Molière. Os dramaturgos que mais têm frequentado os palcos da cidade são os inquietos e inconformados Dario Fo e Franca Rame – ele morreu ano passado, ela, 2013. Senão, vejamos. Carne de Mulher, que estreou ontem, 5, no Teatro de Arena, solo com Paula Cohen (logo abaixo, na seção 3 Perguntas), adaptação de Monólogo da Puta do Manicômio.

Outra é Brincando em Cima Daquilo, no Teatro Renaissance, com Wilson Santos, dirigido por Marcelo Médici. Morte Acidental de Um Anarquista, com Dan Stulbach, saiu de cartaz e foi ao Rio, mas pode voltar. Enquanto isso, Não Vamos Pagar, que esteve no Porto Seguro, desembarca dia 1.º de setembro no Teatro Folha. É isso, por enquanto, mas contando.

CHORORÔ DO CHORUME

Pouco antes de finalizar o texto da peça Chorume, que estreou semana passada, o dramaturgo Vinicius Calderoni estava quase enlouquecendo para fechar a trama. Sua mesa de trabalho passou a ser a das padarias e bares, para onde levava notebook e cadernos de anotação. Findo o sofrimento criativo, já mira o segundo semestre. Conhecido pela fama de workaholic, Calderoni passa agora a se dedicar a diversos projetos simultaneamente: o roteiro de um filme na produtora O2, um musical para o teatro e – novidade em sua vida – um curso de dramaturgia para um grupo de 20 pessoas no máximo.

 

OLHO VIVO NO PORTUGA

E por falar em curso, o dramaturgo português Jorge Louraço prepara-se para ministrar um curso, ao que parece, imperdível. Manual de Autodefesa para Dramaturgos Vivos, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, de 25 de julho a 31 de agosto. A ideia da jornada é analisar textos teatrais brasileiros e, ainda, ensinar técnicas para escrever peças que conquistem os corações de atores e diretores. A ver.

 

NOVINHO EM FOLHA

A cena paulistana ganha em meados de agosto, um novo teatro com a inauguração do Sesc 24 de Maio, situado no coração da cidade, entre as praças da República e a Ramos de Azevedo. São 245 lugares para alegrar a vida de artistas e espectadores.

 

SUANDO PARA FAZER RIR

O ator e diretor inglês John Mowat está na área novamente para a sua conhecida Oficina de Comédia Física, no Teatro Commune. É o terceiro curso de uma série em dois meses. Este último acontece nestes sábado e domingo, das 10h às 16h. Os alunos aprenderão técnicas da linguagem da comédia física e visual, farão cenas, improvisações, jogos e exercícios. O curso será registrado em foto e vídeo e um DVD será entregue aos alunos. Mais informações no e-mail cursos@commune.com.br.

 

FLIP DE AREIA

Se estiver se preparando para a Flip, em Paraty, aproveite para assistir à performance O Leitor, cujo tema é a presença do corpo na literatura oral. No Centro Cultural Sesc de Paraty o ator Alexandre D’Angeli desenterrará em sua apresentação diversas obras da literatura nacional e lerá trechos para o público. São três apresentações e ocorrem de 27 a 29 de julho. 

3 PERGUNTAS PARA Paula Cohen, atriz e diretora, também faz aulas de dança

1. O que é ser atriz?

É ter coragem para andar no parapeito que divide a realidade da loucura.

2. Como gostaria de morrer em cena?

No aplauso para poder fazer a peça até o fim. E, agradecendo, cairia lentamente, ouvindo a música das palmas. Cai o pano.

3. O que assistir neste fim de semana?

A Voz Que Resta, com Gustavo Machado, monólogo escrito por Vadim Nikitin.

 

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