Victor Iemini
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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ArCênico: Elas não morrem em Antalya

Neste fim de semana, dias 18 e 19, as atrizes Aline Olmos, Laíza Dantas e Paula Hemsi estreiam peça em festival na Turquia

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2019 | 04h30

As atrizes Aline Olmos, Laíza Dantas e Paula Hemsi são irmãs e vivem em um jardim artificial, onde as flores não crescem, e passam a se questionar sobre o que há fora daquele lugar. Escrita por Paloma Franca Amorim, Há Dias Que Não Morro é a peça que primeiro estreia em um festival na Turquia, o Internacional Antalya Theatre Fest, em Antalya. Será neste fim de semana, 18 e 19. Chegam a São Paulo em 21 de agosto. As meninas integram a Academia de Palhaços, a mesma que sacudiu teatros em São Paulo e Rio com a montagem de Adeus, Palhaços Mortos. Direção de José Roberto Jardim.

MOBY DYCK NO RIO 

Sim, ela mesma, a baleia branca de Herman Melville, chega ao palco carioca do teatro Oi Futuro Flamengo em uma adaptação de Pedro Kosovski com direção de Renato Rocha – o mesmo de Ayrton Senna e O Meu Destino É Ser Star. A peça, que estreia em 6 de junho, não se pretende fiel ao texto de Melville. Busca utilizar seus personagens, suas angústias e seus conflitos, nesta adaptação cujo foco é a força visual por meio de cenário e projeções ousadas. O elenco tem Márcio Vito, Gabriel Salabert, Kelzy Ecard e Noemia Oliveira. 

 

AH, REGINA, REGINA! 

Corra que ela está chegando e o espetáculo a reboque já se mostra imperdível. A atriz Regina Braga, na pele de Mário de Andrade, começa amanhã sua jornada pela cidade preferida e quindim dos olhos do escritor modernista na leitura encenada da peça São Paulo. O roteiro é da própria atriz, que é acompanhada no palco por três músicos: Vitor Casagrande (cavaquinho e bandolim), Alfredo Hacl Castro (percussão) e Guilherme Girardi (violões). Trata-se de um passeio pela história da cidade, dividida em três movimentos, da origem dessa desvairada, com a chegada dos colonizadores, passando pela formação humana com a diversidade dos habitantes, até o boom do crescimento tresloucado. A apresentação de amanhã não poderia se dar em local mais apropriado: a Casa Mário de Andrade, onde viveu o escritor, na Rua Lopes Chaves, 546, na Barra Funda. Com duas horas de duração, a encenação começará às 19 horas. Entra em cartaz definitivamente no segundo semestre, mas até lá virão outras, como na Biblioteca Mário de Andrade. A direção é de Isabel Teixeira, cuja relação quase umbilical com Regina Braga levaram-nas a criar juntas diversos espetáculos – mais recentemente Agora Eu Vou Ficar Bonita, de autoria da própria Regina e Drauzio Varella.

  

DRAMATURGIAS AGAIN 

A segunda edição de Dramaturgias, evento para a discussões e estudos dos processos dramatúrgicos que desde o ano passado se realiza no Sesc Ipiranga, já tem definições. Será de 8 a 18 de agosto e tratará, nesta edição, de três temas: Performatividade, as Dramaturgas dos anos 60 e a Geração de escritores dos anos 90. A novidade é que, este ano, as atividades serão expandidas para Heliópolis e a curadora convidada é a dramaturga Dione Carlos.

3 perguntas para...

Ana Guasque

Optou por ser atriz após assistir a Peter Pan

1. Com qual personagem se parece? 

Não faço a menor ideia! Mas sou louca pra interpretar Blanche Dubois.

2. Como gostaria de morrer? 

De puf… Repentinamente, no pico de uma cena cômica, com o público achando que é parte da cena. 

 

3. Qual é seu motto? 

Sempre em frente, aconteça o que acontecer, siga adiante.

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