Nataly Cavalcanti
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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ArCênico: Ágora, de Frateschi, aos 20 anos

O ator e diretor Celso Frateschi comemora as duas décadas do teatro e leva a primeira montagem encenada no Ágora, 'Diana', ao Sesc Ipiranga, a partir de 12 de julho

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2019 | 02h00

Ele tem um teatro somente dele, onde mora e trabalha. Respira e come teatro diariamente. Celso Frateschi, 67, hoje, no auge da maturidade como ator e diretor, comemora 20 anos do Ágora, à época criado em parceria com o diretor Roberto Lage. Mais que um teatro, porém, trata-se de uma filosofia de vida e postura ética que transbordam para o palco em forma de montagens – principalmente as dramáticas. E é a primeira delas encenada no Ágora que Frateschi resgata hoje: Diana. O palco será o do Sesc Ipiranga, a partir de 12 de julho.

 A TAÇA É NOSSA 

Celso Frateschi é homem político, com posturas dignas da palavra. Foi do Arena, de Augusto Boal, depois levou à periferia paulistana o teatro como o via, foi professor da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP, secretário de Cultura de Santo André e depois de São Paulo, criou o Tendal da Lapa. Sim, não é para qualquer um. Teatro como missão. Foi Hamlet, do bom e velho Will, passeou por vários Brechts e como ator atuou em montagens clássicas e também nas inovadoras com diretores tão diferentes como Elias Andreatto, Daniela Thomas, Enrique Diaz, Marcio Aurélio. A comemoração dos 20 anos do Ágora e mais os 50 de carreira de Frateschi são a nossa vitória como espectadores.

DRUÍDAS EM NOVA YORK 

Está pra lá de especial o White Light Festival, do Lincoln Center. A atração de peso é a trupe irlandesa Druid (foto), que leva ao palco a peça que está sacolejando a terra da rainha, Ricardo III, do onipresente e eterno Will Shakespeare – sim, hoje só dá ele. Será exibido de 7 a 23 de novembro no festival, com Aaron Monaghan na pele do tortinho.

 

MISSÃO E SINA

O Centro Cultural São Paulo cumpre sua função com a estreia da montagem Coisas Que Você Pode Dizer em Voz Alta, sobre a passagem de jovens pela adolescência – justamente ali, onde a galera toma o espaço como se fosse dela e faz suas primeiras descobertas sexuais e de vida. Estreia em 16 de julho. No elenco Tamirys O’hanna, Carla Zanini, Marô Zamaro e Mônica Augusto.

 

HERMANO DANDO SOPA  

O argentino Miguel Israilevich chega para a estreia de sua montagem A Branqueadora, com a atriz Rita Grillo. Dará uma oficina de 8 a 11 de julho no Pequeno Ato. Inscrições pelo e-mail: collectiftropical@gmail.com

3 PERGUNTAS PARA...

Mel Lisboa - Atriz, só matuta e fala sobre Hamlet

1. Frase arrebatadora?

“O resto é silêncio.” Hamlet, de Will Shakespeare.

2. Com qual personagem se parece?

Hamlet, pelo questionamento, pela metáfora, do ser ou não ser uma personagem e, de vez em quando, por me fingir de louca para sobreviver.

3. Peça reveladora?

Hamlet, de Peter Brook, a ousadia e aparente simplicidade foram um marco.

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