Murilo Clareto/Estadão
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Arcênico: Abujamra volta como rigor e caos

Mestre no teatro, pop star em suas aparições na televisão, o diretor e ator Antônio Abujamra (1932-2015) é o centro de uma exposição que homenageará sua carreira a partir de 28 de novembro, no Sesc Ipiranga

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2018 | 02h00

Mestre no teatro, pop star em suas aparições na televisão, o diretor e ator Antônio Abujamra (1932-2015) é o centro de uma exposição que homenageará sua carreira a partir de 28 de novembro, no Sesc Ipiranga.

Batizada Antônio Abujamra – Rigor e Caos, tem curadoria de Marcia Abujamra e cenografia de André Cortez. O principal foco da exposição é a carreira de Abujamra no teatro e na televisão. Haverá imagens das gravações de espetáculos, programas dirigidos por ele, principalmente teleteatro, e o programa Provocações. Uma curiosidade: será apresentada uma compilação de mensagens de homenagens do público em um minuto cada, além de reproduções de cartas e fotografias.

VIDA DE ATRIZ  

A atriz e diretora Isabel Teixeira, no elenco da peça Ítaca – Nossa Odisseia, no Sesc Consolação, até este fim de semana, irá bandear de peça a partir da semana que vem. Passa a integrar o elenco de Os Realistas, dirigida por Guilherme Weber, na companhia de Débora Bloch, Emílio de Mello e Fernando Eiras. A atriz vai substituir Mariana Lima nas quatro viagens que a peça fará.

 

ÍTACA, ALIÁS...

Há muito não se via uma montagem que dividisse tanto as opiniões dos espectadores. Os viventes dividem-se basicamente em dois grupos majoritários, o dos injuriados e o dos maravilhados. O primeiro considera a leitura da diretora Christiane Jatahy da Odisseia, de Homero, uma simples egotrip, ainda por cima vazia. Já os fãs a proclamam teatro de verdade, uma grande montagem do texto grego. O certo é que está lotando o teatro na curta temporada de duas semanas e levou ontem o Sesc a criar uma sessão extra. Polêmica vende, e esta acompanha a peça desde a estreia em Paris. 

  

JOELHO INFINITO

O diretor Antunes Filho, de 88 anos, passou a maior parte da apresentação de Ítaca, sábado passado, segurando a cachola enquanto olhava profundamente para seu joelho. Talvez buscasse o sentido da vida. Vez ou outra, sinceramente, pescava.  

DOZE VEZES TENNESSEE 

O grupo Tapa tem alentados grupos de estudos há anos, isso é sabido. Um deles, agora, passa a gerar frutos para o teatro depois de dois anos de aprofundamento dos estudos. Os diretores Ana Lys e Brian Penido Ross (acima), também integrantes do elenco, ocupam a partir de 10 de agosto um casarão nos Campos Elísios, no centro de São Paulo, a Casa Don’Anna, com a montagem de Hotel Tennessee. Trata-se de uma peça interativa baseada em 12 textos curtos do dramaturgo norte-americano Tennessee Williams em que os personagens transitam por esse hotel da ficção, misturando-se ao público. Portanto, também itinerante. O espetáculo tem cenas que ocorrem no lobby e nos vários cômodos da mansão, sempre no clima dos anos 30 e 40 do século passado.

 

3 perguntas para... Élcio Nogueira Seixas

Ator, tem uma gata chamada Tonia

1. Por que teatro?

Por instinto. É como se eu tivesse vindo desse lugar e tivesse que voltar pra lá.

2. O que é ser ator?

É ser um para-raios de todas as manifestações do ser humano e, ao mesmo tempo, uma antena transmissora dos sinais que recebe.

3. Como gostaria de morrer em cena?

Com um interminável aplauso em cena aberta.

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