Ari Ribeiro
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Anão como metáfora da sordidez

O ator Luís Mármora estreia seu primeiro monólogo, depois de mais de 30 anos de carreira, com a peça Meia-Meia, dia 19 no Sesc Pompeia. Nada de gratuito nisso, pelo contrário. A história funde O Anão, do escritor sueco Pär Lagerkvist, Nobel de Literatura em 1951, e O Príncipe, de Maquiavel, para tratar do anão Meia-Meia, que não representa o poder, mas se beneficia e bebe dele de várias maneiras. Com direção de Georgette Fadel e Juliana Jardim, a dramaturgia foi feita a seis mãos: Vadim Nikitin, Georgette e o próprio Mármora.

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 05h57

TIRO NO PÉ 

Em tempos de truculência verbal, alguém que ameaça acabar com o ativismo no país, ao mesmo tempo em que faz teatrinho barato em fábrica de armas – no papel subserviente de ativista da bancada da bala – certamente não tem noção do que o termo representa.

 

TEATRO NO CINEMA 

A diretora argentina Lola Arias trouxe para a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, em março deste ano, a peça Campo Minado, em que mostra o que se passava pela cabeça de soldados ingleses e argentinos que serviram na Guerra das Malvinas 35 anos depois do conflito. Agora a mesma Lola apresenta na 42.ª Mostra de Cinema de São Paulo, de Renata de Almeida, o filme Theatre of War, com a história de como seis veteranos do conflito, três britânicos e três argentinos, uniram-se para fazer um filme em que conversam sobre suas lembranças da guerra. Da categoria imperdível. 

  

RODA VIVA NA MARRA  

Deu em nada a campanha do Teatro Oficina na internet para amealhar R$ 790 mil para a recuperação do espaço projetado por Lina Bo Bardi e Edson Elito e para a montagem de Roda Viva. O grupo de José Celso Martinez Corrêa conseguiu pouco mais de 10% do valor pretendido, R$ 97.930, doados por 348 pessoas. O dinheiro, segundo a justificativa da produção da peça no site Benfeitoria, seria usado para restauro do edifício e produção da montagem. Ainda assim, os ensaios não pararam. A meta é montar a peça na marra para estrear este ano. 

  

TRILOGIA COMPLETA 

O ator Álamo Facó (acima) estreia dia 18 a última peça de sua Trilogia da Perda, Trajetória Sexual, no Sesc Ipiranga. Fala de suas experiências sexuais, numa obra fortemente autoral que já abordou em Mamãe a agonia e morte de sua mãe e o drama de um coração partido em Talvez.

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