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Abril terá alemão inédito

'As Quatro Direções do Céu', de Roland Schimmelpfennig, estreia em abril, no Rio, no Teatro Poeira

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2019 | 02h00
Atualizado 14 de março de 2019 | 14h27

Roland Schimmelpfennig, um dos autores alemães contemporâneos mais montados atualmente no mundo, terá uma peça inédita sua encenada no Rio de Janeiro e em São Paulo em abril. As Quatro Direções do Céu (Die Vier Himmelsrichtungen) estreia no Teatro Poeira, no Rio, e fará somente quatro apresentações, de 4 a 7 de abril. Depois segue para São Paulo, no Teatro de Contêiner Mungunzá, onde fará sessões entre 11 e 14 de abril. A direção é do gaúcho Camilo de Lélis, um especialista em dramaturgia alemã, e no elenco estão Diogo Cardoso, Maira Cibele, Renata de Lélis e Tiago Contte. 

ALEMÃO IMPLACÁVEL 

Schimmelpfennig – ok, ok, impronunciável, vamos chamá-lo Roland – é um dos mais prolíficos diretores alemães desde a década de 1990. Nos últimos anos, em Londres, dois de seus textos, Winter Solstice e The Golden Dragon, chacolharam as colunas do Palácio de Buckingham com as montagens criadas pelo diretor britânico de origem iraniana Ramin Gray. Aqui, a montagem de As Quatro Direções do Céu ganha tom circense com a lona no cenário, além das milhares de latas de alumínio compactadas e dispostas em fardos. A peça, que teve sua estreia em 2015 em Porto Alegre, terá ingressos gratuitos tanto no Rio como em São Paulo. 

 

CINCO VEZES SUL 

Também chegam do Sul cinco peças para uma mostra no Sesc Belenzinho, a primeira edição da Cena Sul, que começa nesta sexta-feira, 15 de março, e vai até o dia 14 de abril. Entre as montagens que serão apresentadas estão Ilusões, da companhia catarinense La Vaca, cujo texto é baseado no dramaturgo russo Ivan Viripaev, Fábrica de Calcinha, que reflete a paisagem sonora das ruas do centro de Porto Alegre, Ramal 340: Sobre a Migração das Sardinhas ou Porque as Pessoas Simplesmente Vão Embora, do Coletivo Errática, A Fome, do grupo gaúcho Espaço Em Branco, e a paranaense Companhia Transitória com Macumba – Uma Gira Sobre Poder, escrita e dirigida por Fernanda Júlia.  

RODA A ROLETA 

Para os interessados, há dois exemplares do livro da peça Roda Viva, de Chico Buarque, à venda: um no site de leilão virtual Mercado Livre, por R$ 360, e outro, na plataforma de sebos online Estante Virtual, por R$ 299. O livro é raríssimo e nunca mais foi editado desde seu lançamento. Escrita em 25 dias pelo cantor e compositor, o texto foi publicado pela falecida editora Sabiá, que pertenceu a dois grandes cronistas brasileiros, Rubem Braga e Fernando Sabino. Sabe-se que Chico não gosta do texto, daí não permitir reedições, nem muito menos remontagens – o único a conseguir a proeza foi José Celso Martinez Corrêa, que volta com sua nova montagem em 29 de março e vai ficar até 28 de abril em cartaz no Teatro Oficina.

3 perguntas para... 

Maria Flor

Atriz, gosta de cuidar de seus amores

1. Por que teatro?

Porque eu nunca tinha feito. 

2. Situação inusitada em cena?

Estar em cena é sempre inusitado para mim. 

3. O que é ser atriz?

Me pergunto isso todos os dias, sem resposta. Diria que é tentar fazer algo em cena que faça o outro se ver, se identificar e, quem sabe, pensar sobre a própria vida.

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