Leekyung Kim
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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A relevância da diplomacia

'Um Passeio no Bosque', do dramaturgo americano Lee Blessing, fala sobre os impasses e conflitos da guerra fria e estreia em 20 de setembro, na sede da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na Bela Vista

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2019 | 02h00

Os habitantes do planeta voltam os olhos ao embate entre as duas maiores potências por meio de seus diplomatas, um russo experiente e um norte-americano recém-chegado ao mundo da diplomacia. Estão na Suíça discutindo os desígnios da humanidade, papo nuclear de primeira. A situação está posta e tem nome: Um Passeio no Bosque, do dramaturgo americano Lee Blessing, sobre os impasses e conflitos da guerra fria. A direção é de Marcelo Lazzaratto e a estreia em 20/9 na sede da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na Bela Vista. No elenco estão Beto Bellini e Gustavo Merighi.

ATOR NUCLEAR

Na primeira montagem de Um Passeio no Bosque, há exatos 20 anos, o diretor e ator Emilio de Biasi recebeu o prêmio Shell de melhor ator pela interpretação do velho diplomata. Quem fazia o jovem diplomata naquela versão era Bellini, que hoje encarna o papel que foi de Biasi. A tradução da encenação é a mesma, feita pela crítica Barbara Heliodora (1923-2015).

JUVENTUDE ATÔMICA 

Chega às livrarias um trio de livros com dramaturgias de Pedro Granato, com peças montadas por ele nos três últimos anos: Distopia Brasil, Fortes Batidas e 11 Selvagens (foto). “As três são muito diferentes entre si, mas com pontos de partida comum, com jovens artistas no elenco e com o objetivo de responder ao nosso tempo”, conta Granato. “O curioso é que a trilogia começa muito festiva e acaba violenta.” As três são voltadas para essa juventude atômica e, ao mesmo tempo, são imersivas, pois incluem o público no jogo teatral.  

  

PORTO NUCLEICO  

O Mexe, Encontro Internacional de Arte e Comunidade, no Porto (Portugal), que nesta edição vai discutir “O Comum em Tempos de Confusão”, recebe em setembro duas montagens teatrais brasileiras. Quando Quebra Queima e Isto É um Negro serão apresentadas ao público do festival com outros 25 grupos de cinco países. A primeira reúne os estudantes secundaristas paulistanos que ocuparam as escolas em 2015 e 2016. Já a segunda trata da questão de ser negro e negra hoje no Brasil. Arte que é arte também exporta nossas angústias. 

  

LATINOS BOMBADOS

O Iberescena, entidade que fomenta as Artes Cênicas na América Latina, está aceitando inscrições para o seu edital 2020 até o dia 13 de setembro. São contempladas várias áreas nesta edição, como Criação em Residência, Coprodução de Espetáculos de Artes Cênicas e, por fim, Ajudas a Festivais e Espaços Cênicos para a Programação de Espetáculos. Ou seja, da criação de peças à exibição, passando pela montagem. Mais informações aqui: www.iberescena.org

3 PERGUNTAS PARA ...

Luis Miranda

Ator, não quer morrer mas sim virar purpurina

1. O que é ser ator? 

Místico de ser humano, que olha e compreende as coisas. Ter uma maior compreensão de si próprio e dos outros. É ser o olho do mundo.

2. Qual peça foi uma revelação?

Flicts, do Ziraldo, mudou a minha vida. Fiquei tão impactado quando vi pela primeira vez. Fala sobre preconceito e diferença.

3. Qual é o seu motto?

Injustiça, amor, catástrofe são a mola propulsora.

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