Caroline Ferreira
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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A Justiça é dupla face

Companhia de Teatro Heliópolis estreia dia 25 sua nova montagem, '(In) Justiça', que fala sobre manipulação dos processos democráticos

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2019 | 02h00

É assim, pelo menos, para a Companhia de Teatro Heliópolis, que estreia sua nova montagem, (In) Justiça, na sexta-feira da próxima semana, dia 25. Será na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, sede do grupo, criado há 19 anos por seu diretor, Miguel Rocha. 

A dramaturgia é de Evill Rebouças, criada em um processo colaborativo com atrizes e atores do grupo e também convidados. O texto leva para uma visão de manipulação dos processos democráticos por intermédio da personagem principal, o jovem Cerol. Haja atualidade no assunto, o que dá mais vida à encenação da trupe de Heliópolis.

*

‘REZA’ VIRA MUSICAL

O conto que dá nome ao livro do escritor paulistano Allan da Rosa, Reza de Mãe, estreia como peça na Arena do Sesc Copacabana, em 31/1. A peça Reza foi adaptada pela diretora Carmen Luz em forma de musical. O elenco é formado pela Orquestra de Pretos Novos, que mistura música e teatro para contar suas histórias. A diretora aborda o périplo de três mulheres negras – todas chamadas Pérolas – moradoras da periferia carioca, com suas agruras para criar e proteger os filhos. Allan da Rosa acompanha o processo desde o início, em outubro, quando fez oficina com o elenco. Volta agora ao Rio para acompanhar o final da criação da peça.

 

SALVA, JACÓ! 

O editor Jacó Guinsburg (1921-2018) recebe bela homenagem no Rio, na quinta, 24. Será na Livraria da Travessa, no Leblon, a partir das 19h. Gente de teatro e amigos se reunirão para falar sobre o criador da editora Perspectiva, que lançou mais de mil títulos, 260 sobre teatro. Era um homem no melhor estilo herói nacional: trabalhador, humilde mas cônscio do caminho que tinha que percorrer.

 

MULHERES EM FUGA 

Será hoje, às 19h, a leitura dramática de Dirija com Segurança, de Priscila Gontijo, com Fernanda D’Umbra. No palco, com a atriz, o guitarrista da banda La Carne, Jorge Jordão. Na SP Escola de Teatro (Pç. Roosevelt, 210) e é grátis. Trata-se de mais um texto sombrio da dramaturga, que, desta vez, envereda pelo mundo de três mulheres em fuga. 

 

CIRCULA, TEATRO!  

O teatro brasileiro ganha a cada dia novas montagens no exterior. Poderia ser muito mais. Com foco na internacionalização do teatro nacional, o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc criou um curso sobre a circulação das artes cênicas brasileiras no exterior. Será de 21 a 30/1 e terá como foco não somente o teatro, mas também as artes performativas. Dentre os artistas palestrantes estão Andrea Caruso Saturnino, Isabel de Freitas Paula, Natalia Mallo, Ricardo Fernandes.

 

MANHATTAN PAULISTANA

O diretor Lucas Mayor não esconde que roubou do filme Manhattan, de Woody Allen, o título de seu mais novo livro, Coisas pelas Quais Vale a Pena Viver – a frase vem do momento em que Allen enumera no filme as coisas que dão algum sentido à vida. “Tentei reunir, como nos outros anos, textos que fui escrevendo e postando no Facebook”, conta. 

3 perguntas para...

Gilda Nomacce

Atriz, adora Judite, personagem de Nelson Rodrigues

1. Peça revelação?

Prêt-à-Porter, do Antunes Filho. Enlouqueci, quis entrar para o CPT, entrei e enlouqueci. 

2. Se morresse no palco?

Quase morri engasgada. Um crítico disse que sou uma atriz que mergulha sem fronteira. Fez sentido. 

3. Como gasta o tempo livre?

Tenho caixas com o conteúdo de cada trabalho.

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