TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
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À espera do filme, Rafael Gomes revisita 'Música para Cortar os Pulsos'

Versão 2.0 do espetáculo terá apenas três apresentações gratuitas no Sesc 24 de Maio

Igor Giannasi, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2019 | 03h00

Há 10 anos, o diretor Rafael Gomes, então com 26, colocava no papel as experiências sentimentais de Isabela, Felipe e Ricardo, jovens nos seus 20 e poucos anos que discorriam sobre o amor com citações de clássicos da dramaturgia e do cancioneiro romântico. Cada um em seu monólogo, os personagens de Música para Cortar os Pulsos falavam sobre, respectivamente, as dores do fim de um relacionamento, a vontade de se apaixonar e a descoberta de um sentimento platônico por um amigo.

Agora, a convite do Sesc, o espetáculo – que ficou em cartaz entre 2010 e 2013 – retorna repaginado (e com o 2.0 no título) à unidade 24 de Maio e na expectativa de sua versão cinematográfica, com estreia prevista para o segundo semestre. “O texto de 2.0 é o mesmo, com pequenas interferências quase metalinguísticas”, salienta o diretor, que aposta na simplicidade.

Nesse jogo metalinguístico, a peça inspirou o longa, que, por sua vez, incorporou o espetáculo em sua narrativa. “Na trama do filme um dos personagens, Ricardo, escreve uma peça contando o que aconteceu”, diz o diretor. Já em Música para Cortar os Pulsos 2.0, os atores se vestem com o mesmo figurino da cena final da produção cinematográfica. 

A primeira montagem de Música para Cortar os Pulsos recebeu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) de melhor peça jovem de 2010 e marcou a estreia da companhia Empório de Teatro Sortido, que Rafael criou com o também diretor e dramaturgo Vinicius Calderoni, realizando depois as também premiadas Um Bonde Chamado Desejo e Ârrã. Do elenco original, Mayara Constantino e Victor Mendes participam dos dois trabalhos. Caio Horowicz e Felipe Frazão replicam seus papéis do filme no espetáculo. “Isabela é uma garota que, para lidar com o término de um romance, estuda sobre o amor. Vai atrás de teorias, que é a lógica da própria história da peça e do filme também, que é tentar traduzir os sentimentos com uma música”, diz Mayara sobre sua personagem.

MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS 2.0. Sesc 24 de Maio. R. 24 de Maio, 109; 3350-6300. 5ª (25), 6ª (26) e sáb. (27), 18h. Grátis. Retirar ingressos com 30 min. de antecedência

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