Thiago Soares e Daniel Camargo se apresentam em noites de Gala

Desta quinta até domingo, primeiros bailarinos do Royal Ballet e do Stuttgart Ballet fazem pas de deux de obras clássicas

Murilo Bomfim, O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 03h00

Se a temporada de 2015 da São Paulo Companhia de Dança (SPCD) tem como tema O Corpo no Mundo, investigando as relações do Brasil com outros países na dança, a ideia nasce para o público hoje, quando a companhia encerra as atividades do ano.

Em noites de Gala que vão até domingo, no teatro Sérgio Cardoso, dois bailarinos brasileiros que têm destaque no exterior voltam ao País para fazer par com bailarinas da companhia.

Sorocabano, o prodígio Daniel Camargo, de apenas 23 anos, é o primeiro do Stuttgart Ballet. Ao lado de Thamires Prata, ele dança o Grand Pas de Deux de Dom Quixote. Com impressionante precisão técnica, ele executa um ‘manège’ com ‘grand jeté’ – momento em que salta e gira por todo o palco, como se estivesse flutuando no ar. “Este é um dos meus balés preferidos”, diz Camargo. “É desafiador, exige técnica, estilo e gosto da música, que é bem alegre.”

Com Bachiana Nº1, criada por Rodrigo Pederneiras, o número completa o primeiro ato da noite, que celebra a paixão e a entrega. “Bachiana tem um ‘pas de deux’ central na obra”, diz a diretora da SPCD, Inês Bogéa. “É bem brasileiro, sinuoso e sensual ao estilo Pederneiras. Tem toques de clássico, mas um pouco fora do eixo.”

É o carioca Thiago Soares a estrela do segundo ato. Primeiro bailarino do inglês Royal Ballet, ele se junta a Luiza Lopes para dançar o Grand Pas de Deux de O Cisne Negro. Com agenda cheia, Soares chegou a São Paulo no domingo e, depois de se apresentar com a SPCD, passa cinco dias em Londres e segue viagem para o Japão. Nos ensaios, ajustava detalhes do espetáculo com o coreógrafo Mario Galizzi, que faz uma versão d’O Cisne um pouco diferente daquela que Soares está acostumado a dançar. “Tem a questão da adaptação, que vai mais pelo gosto do coreógrafo”, diz o carioca. “Mas a verdade é que a dança clássica tradicional tem uma base, um motivo que torna a obra brilhante.”

Apresentada recentemente, Le Spectre de la Rose, também assinada por Galizzi, fecha o segundo ato com obras oníricas. No clássico moderno, uma jovem recebe uma rosa de um pretendente e sonha com o espírito da flor, aqui interpretado por Yoshi Suzuki. A noite se encerra com o ‘défilé’ tradicional das Galas: um agradecimento dançado que reúne todo o elenco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.