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'The Last Ship', musical de Sting, estreia na Broadway

Elogiado pela crítica, espetáculo é baseado na infância do ex-The Police e se passa em uma cidade construtora de navios

Patricia Reaney, Alicia Powell, Reuters

27 de outubro de 2014 | 15h51

The Last Ship (O Último Navio), musical do cantor Sting baseado em sua infância em uma cidade construtora de navios no nordeste da Inglaterra, aportou na Broadway com um estreia repleta de estrelas.

Os atores Robert De Niro, Liam Neeson, Bill Pullman e Alan Cumming, além dos cantores Billy Joel e Debbie Harry, da banda Blondie, compareceram na noite do último domingo, 26, para prestigiar o batismo de Sting como dramaturgo nos palcos nova-iorquinos no teatro Neil Simon.

Apesar de seus 16 Grammys, o ex-líder do The Police admitiu estar nervoso antes de as cortinas serem erguidas para o espetáculo em que trabalhou durante cinco anos.

“Fui criado em um lugar realmente extraordinário, à sombra de um estaleiro, e sempre me pareceu um tanto teatral. E pensei – tive vontade de homenagear a comunidade de onde vim. Estava na hora”, disse o compositor de 63 anos.

O musical acompanha a jornada de Gideon Fletcher, filho de um construtor de navios que abandona sua namorada, Meg Dawson, e sua cidade-natal de Wallsend em busca de uma vida melhor. Ele volta 15 anos depois, após a morte de seu pai, e descobre que a cidade está assolada pela recessão, o estaleiro fechou e sua amada tomou outro rumo.

“Trilha sonora rica impulsiona ‘Ship’”, disse o jornal New York Daily News em sua manchete, e o New York Times o classificou como “um musical ambicioso e autêntico”, acrescentando que a música sedutora está entre as melhores já compostas por um artista do rock ou do pop para a Broadway.

The Last Ship tem cerca de 20 canções, que vão das baladas suaves aos números de sapateado, tendo como cenário o sombrio estaleiro, um bar local e uma igreja católica.

“A trilha variada se inspira nos sons antigos das cantigas de marinheiros, e muitas vezes tem uma inclinação fortemente celta, com um toque de Kurt Weill para arrematar”, afirmou o New York Times.

Quando Gideon retorna, os homens de Wallsend estão sem emprego, mas, instigados pelo padre local, todos ocupam o estaleiro para construir um último navio. Gideon se junta a eles e tenta fazer Megan desistir de seu novo amor.

Embora os críticos tenham elogiado a música, o New York Times opinou que falta objetividade no libreto de John Logan e Brian Yorkey.

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