Sob pressão, Centro Internacional de Teatro fecha as portas

Especulação imobiliária impediu renovação de contrato do prédio na Consolação; no sábado, haverá sessões especiais de 'Cabarezinho''

Maria Eugenia de Menezes,

30 de maio de 2014 | 18h50

Sob pressão da especulação imobiliária, o Centro Internacional de Teatro - CIT-Ecum, deve fechar portas neste domingo, dia 1º. O proprietário do imóvel -  localizado na Rua da Consolação, no mesmo endereço antes ocupado pelo Teatro Fábrica - pediu a sua desocupação.   

Para impedir o seu fechamento, a Cooperativa Paulista de Teatro entrou com um pedido de tombamento, na categoria bem cultural, no Conpresp - o órgão municipal de proteção ao patrimônio histórico. A tática lembra aquela que foi utilizada pelos defensores da manutenção do Cine Belas-Artes, que foi desativado em 2011.

No sábado, às 23h, o CIT-Ecum recebe uma sessão especial de Cabarezinho. O espetáculo, dirigido por Luiz Gayotto, deve se transformar em um grande festa de despedida. 

Inaugurado em 2013, como uma ampliação do projeto que já ocorria em Belo Horizonte, o CIT - Ecum rapidamente firmou-se como uma das melhores programações da capital paulista. Já em seu primeiro ano de atividade, foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro pela sua contribuição à área.

Com uma proposta que destoa da atual cena da cidade, os curadores Guilherme Marques e Ruy Cortez conquistaram um público cativo e o apreço da classe: suas três salas funcionavam ininterruptamente, de segunda a segunda. Outro atrativo essencial era a programação: uma seleção não apenas dos melhores títulos de São Paulo, mas também de criações relevantes de outros Estados.

Ao menos até agora, não há planos de transferir as atividades do teatro para outra sala. 

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