DALTON VALÉRIO/DIVULGAÇÃO
DALTON VALÉRIO/DIVULGAÇÃO

Programação teatral do mês de  janeiro é marcada por reestreias

Temporada tem a volta de Clarice Niskier, com dois espetáculos

O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2015 | 10h00

Se você perdeu algum espetáculo da temporada do ano passado, não se preocupe. Neste janeiro, muitos dos espetáculos voltam ao teatro e, com a cidade ainda em clima de férias, fica mais fácil assistir aos mais concorridos. Veja algumas das peças que voltam ao palco.

A Lista + A Alma Imoral

Após um curto intervalo no fim do ano, Clarice Niskier volta com seus dois solos. Em A Lista, ela interpreta uma mãe sempre atarefada, com uma lista de coisas a fazer, e, quando se dá conta, acaba adiando uma tarefa importante. A consequência é grave e faz a personagem refletir sobre suas prioridades. Reflexão, aliás, é a tônica de A Alma Imoral: Clarice leva à cena os pensamentos do rabino Nilton Bonder, fazendo com que o público repense seus conceitos.

A Lista - Teatro Eva Herz (168 lug.). Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2.073, metrô Consolação, 3170-4059. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 60. Até 29/3.

A Alma Imoral - Teatro Eva Herz (168 lug.). Conjunto Nacional. Av. Paulista, 2.073, 3170-4059, metrô Consolação. 4ª e 5ª, 21h. R$ 60. Até 26/3.

Folias D'Arc

A companhia Folias D'Arte parte do texto de Timochenco Wehbi (1943 - 1986) para recontar a história de Joana D'Arc. No enredo, Joana não aparece como uma santa ou uma francesa. Usando uma feira nordestina como cenário, a peça tem texto ritmado como a literatura de cordel, aproximando a personagem do povo brasileiro. 

Galpão do Folias (80 lug.). R. Ana Cintra, 213, metrô S. Cecília, 3361-2223. A partir de dom. (25). Sáb. e dom., 17h. R$ 40. Até 1º/3.

Reality (Final)
Jovem, a dramaturga Michelle Ferreira vem chamando atenção, com muitos textos recentemente encenados. No segundo semestre do ano passado, estrou Reality (Final), espetáculo no qual a autora também integrou o elenco. Partindo de uma história real que ocorreu no Reino Unido, o espetáculo cria um Reality show com doentes terminais: vence quem sobreviver. A ideia é falar sobre o fim e sobre a morte.

Club Noir (50 lug.). R. Augusta, 331, Consolação, 3257-8129. Sáb., 21h; dom., 20h. R$ 40. Até 22/2.

Myrna Sou Eu

Myrna era o pseudônimo com o qual Nelson Rodrigues assinava crônicas no jornal ‘Correio da Manhã’. Os textos eram uma conversa direta com os corações femininos. No monólogo, dirigido por Elias Andreato, a personagem-título responde às perguntas das ouvintes do programa ‘Consultório Sentimental’. 

Conjunto Nacional. Teatro Eva Herz (168 lug.). Av. Paulista, 2.073, metrô Consolação, 3170-4059. Sáb., 18h. R$ 40. Até 29/3.

Preto no Branco

Com estreia no fim do ano passado, Preto no Branco foi uma das melhores peças da temporada. O texto do britâncio Nick Gill faz um retrato divertido e assustador do pensamento da classe média do Reino Unido, apontando seus preconceitos em relação aos estrangeiros que vivem na região. A direção é de Zé Henrique de Paula.

Teatro do Núcleo Experimental (56 lug.). R. Barra Funda, 637, Barra Funda, 3259-0898. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. R$ 40. Até 15/2.

Mais conteúdo sobre:
Teatro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.