VSaldivar/Divulgação
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Fusão de linguagens marca o Festival Mirada

Terceira edição do evento do Sesc, em Santos (SP), recebeu cerca de 70 mil pessoas em dez dias de peças ibero-americanas

Murilo Bomfim / SANTOS, O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2014 | 19h17

Terminou no sábado a terceira edição do Mirada – Festival Ibero-americano de Artes Cênicas de Santos. Organizado pelo Sesc, o evento levou 40 espetáculos a sete regiões da baixada. Segundo a produção, cerca de 70 mil pessoas circularam pelas atrações.

Uma das características comuns entre algumas montagens da programação foi o misto de linguagens. Isso ficou evidente em Chapeuzinho Galáctico, do grupo espanhol Insectotròpics, que, por usar o já conhecido enredo de Chapeuzinho Vermelho, permitiu que o público se concentrasse na intersecção de artes: enquanto uma atriz interpretava a protagonista, um telão exibia vídeos e outro espelhava desenhos feitos por dois artistas em uma mesa que também compunha a área cênica.

A companhia São Jorge de Variedades, que fez a estreia de Fausto, com direção de Claudia Schapira e Georgette Faddel, também usou diversas técnicas para encenar o clássico de Goethe: a peça tinha música ao vivo e imagens bem produzidas projetadas em um telão. O espetáculo tem temporada no Sesc Pompeia, em São Paulo, a partir do próximo dia 25.

Além destas, outras peças fizeram uso, sobretudo, de vídeos, como a chilena A Imaginação do Futuro e a mexicana Banhos Roma. Uma das montagens de maior impacto, no entanto, optou pela simplicidade. Do país homenageado da edição, o Chile, veio Castigo. O grupo La Memoria se baseou em O Filho da Criada, texto autobiográfico de Strindberg, para tratar dos abusos e atos violentos que ocorrem na esfera familiar. Com cenário realista, os atores transmitiam a tensão do ambiente por meio do silêncio.

Algumas das peças internacionais se apresentam em São Paulo no projeto Extensão Mirada. Veja a programação completa.

O repórter viajou a convite do Festival Mirada.

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