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Conpresp registra 22 grupos como patrimônio imaterial

Análise de companhias da cidade partiu de pedido de tombamento do prédio onde funcionava o CIT-Ecum, na Consolação

Murilo Bomfim, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2014 | 19h24

Em reunião ordinária que ocorreu ontem, na sede do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), os conselheiros aprovaram – com sete votos favoráveis e duas abstenções – o registro de 22 grupos de teatro como patrimônio cultural imaterial. Esta é a terceira decisão do gênero tomada pelo Conpresp: a primeira, em janeiro de 2013, registrou o empório Casa Godinho, e a segunda, em dezembro do mesmo ano, deu a condição ao samba paulistano.

Após receber o pedido de tombamento do edifício onde funcionou o CIT-Ecum (antigo Teatro Coletivo), na Rua da Consolação, o Conpresp decidiu fazer um estudo amplo sobre a situação dos teatros na cidade. Inicialmente, a análise considerou 12 teatros apontados por um levantamento da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT). Com os estudos, outros dez grupos foram adicionados à lista. A relação cita, além do próprio CIT-Ecum, os teatros Commune, Heleny Guariba, do Incêndio, da Vertigem, Oficina do Ator, Casa Laboratório para as Artes do Teatro, Casa Livre, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Cia. da Revista, Galpão do Folias, Cia. do Feijão, Casarão da Escola Paulista de Restauro, Club Noir, Brincante, Teatro de Narradores, Os Fofos Encenam, Casa Balagan e Café Concerto Uranus.

Segundo a presidente do Conpresp, Nádia Somekh, a ação é importante para a proteção das manifestações culturais. “O registro do samba paulistano como patrimônio estimulou sua reprodução”, diz. “Há de haver um esforço coletivo dos patrimônios imateriais junto à Secretaria de Cultura para buscar ações de salvaguarda.” Para a presidente, apesar de a decisão não garantir o espaço físico dos grupos, que vêm sofrendo as consequências da especulação imobiliária, o registro como patrimônio imaterial pode influenciar no âmbito físico. Ela cita o caso recente do Cine Belas Artes, em que a manifestação popular despertou o interesse da Caixa Econômica Federal.

Em uma decisão unânime, o pedido de tombamento do edifício do CIT-Ecum foi indeferido. “Quando o Conpresp decide isso, significa que o prédio vai ser derrubado. Nós estamos lutando contra o poder do capital”, diz o presidente da CPT, Rudifran Pompeu. O local deve receber um empreendimento da Brookfield Incorporações.

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