ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Cias. tombadas são reconhecidas em ato público

Representantes de 22 grupos registrados como patrimônio imaterial participaram ontem de cerimônia, no CCSP

Murilo Bomfim, O Estado de S. Paulo

18 Dezembro 2014 | 17h25

Após a decisão, no fim de setembro, do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) de registrar 22 companhias teatrais como patrimôni0 imaterial da cidade, os grupos foram reconhecidos pela Secretaria Municipal de Cultura em ato público que ocorreu ontem, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Entre os presentes estavam o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, a presidente do Conpresp, Nádia Somekh, o presidente da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT), Rudifran Pompeu, e representantes dos grupos tombados.

Durante o evento, as companhias receberam um certificado de patrimônio imaterial. Pompeu destacou a importância de se regulamentar as Zonas Especiais de Preservação Cultural (Zepec) com urgência. “Há de se fazer um esforço político para uma proteção concreta”, disse, lembrando que algumas das companhias, ainda que tombadas, perderam seus espaços – caso do CIT-Ecum, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e do Brincante, que deve deixar sua sede até dezembro de 2015.

Juca Ferreira discursou em defesa do espaço urbano, contra a força do dinheiro. “O capital quer que São Paulo seja apenas um lugar de trabalho, mas aqui existe uma comunidade humana que tem uma história”, disse. O secretário afirmou que, mesmo com a regulamentação das Zepec e com o Plano Diretor, é a mobilização da classe teatral que vai proteger os espaços de maneira eficaz. “Isso tem de virar um movimento. O capital vai tirar o chapéu e respeitar o teatro.”

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