Murilo Bomfim/Estadão
Murilo Bomfim/Estadão

Brasil divulga seus produtos culturais em Santiago, no Chile

Evento uniu diretores para promover difusão cultural e intercâmbios

Murilo Bomfim , O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2015 | 22h40

SANTIAGO - Em uma de suas atividades, o Festival Santiago a Mil, que movimenta a capital chilena desde 3 de janeiro, reuniu 17 produtores e diretores de teatro e dança de várias regiões do Brasil com diversos programadores brasileiros e estrangeiros. Denominado 'Conexões no terraço: Foco Brasil', o evento ocorreu na cobertura do Instituto Profissional Duoc UC, no bairro de Lastarria, nesta sexta-feira.

Com clima informal, sob um clima quente e seco e com pouca estrutura - havia apenas um microfone e cadeiras espalhadas, o que provocou críticas de alguns dos participantes -, cada produtor ou diretor fez uma apresentação curta, falando sobre suas companhias e seus próximos planos. A diretora da pH2: estado de teatro, Paola Lopes, por exemplo, explicou seu projeto de residências na Colômbia e no México, que deve ocorrer neste ano.

"Como dizem os jovens, demorou!", diz Angela Mourão, produtora representante de quatro grupos mineiros, entre eles, a celebrada Cia. Espanca!. "O Brasil está atrasado nessa rede de internacionalização, que é algo que ocorre no mundo e, muito intensamente, na América Latina." Segundo ela, sempre que sai do país ela percebe o gosto e uma grande expectativa dos estrangeiros pela arte brasileira, mas, muitas vezes, é difícil para os festivais internacionais receberem nossas obras. "Estamos longe de todos: da Europa e também da América Latina. A língua nos separa e estivemos, durante muito tempo, com as costas voltadas para esses países."

Ângela é responsável pela Platô - Plataforma de Internacionalização do Teatro, instituição que pensa na criação cênica com o objetivo de promover intercâmbios. "Planejamos nossas cargas, cenários que podem ser facilmente construídos fora do Brasil e em obras que possam ser traduzidas ou legendadas." Durante o encontro, fez alguns contatos, mas sabe que a ação não é imediata. "É difícil alguém sair daqui com um espetáculo vendido, mas é sempre início de conversa", diz, frisando a necessidade de que outros representantes de grupos teatrais circulem por outros festivais internacionais para que a ação seja continuada.

Os profissionais cênicos puderam vir ao Chile por meio de um edital dentro do programa Conexão Cultura Brasil, parceria dos Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e da Secretaria de Economia Criativa. 

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