Produtores fecham acordo para pôr fim à greve na Broadway

Segundo a Liga Americana de Teatros e Produtores, peças voltarão a ser apresentadas nesta quinta, 29

Agências internacionais,

29 de novembro de 2007 | 10h36

Os teatros da Broadway e o sindicato dos técnicos de palco selaram um acordo para pôr fim à greve que fechou a maior parte do mais importante distrito teatral dos EUA desde 10 de novembro, disseram negociadores de ambas as partes na quarta-feira, 28. Segundo informações da BBC Brasil, Charlotte St. Martin, diretora-executiva da Liga Americana de Teatros e Produtores, declarou que todas as peças voltarão a ser apresentadas nesta quinta-feira, 29. "O contrato firmado é um bom acordo que serve à nossa indústria. O mais importante é que as luzes da Broadway vão brilhar novamente", disse Charlotte. A maioria dos teatros da Broadway está às escuras desde 10 de novembro, quando os assistentes de palco entraram em greve. Cerca de 27 shows foram suspensos, incluindo Wicked, Jersey Boys, Chicago e Avenue Q. Apenas oito shows, entre eles Dr. Seuss' How the Grinch Stole Christmas!, continuaram em cartaz porque seus contratos com a Liga são diferentes.   Segundo o jornal The New York Times, o gabinete da prefeitura de Nova York relatou que a greve custou US$ 2 milhões por dia, incluindo os prejuízos com restaurantes e compras, o que significa quase US$ 40 milhões em renda perdida durante toda paralisação.  Produtores e o sindicato negociavam sobre regras de trabalho no contrato dos assistentes e contra-regras. A liga dos produtores queria mudar regras que determinavam quantos assistentes deveriam trabalhar por dia em um espetáculo, períodos mínimos nos quais os assistentes deveriam ser chamados ao trabalho e os tipos de tarefas que estes assistentes poderiam realizar. A última greve na Broadway aconteceu em 2003, quando os músicos deixaram de trabalhar por quatro dias. Antes disso, quase 20 anos tinham se passado sem uma disputa trabalhista na Broadway. A greve também gerou grandes prejuízos, pois os teatros permaneceram fechados durante o feriado do Dia de Ação de Graças, um dos mais lucrativos nos Estados Unidos.

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