Marília Gabriela vira Hillary Clinton no palco

Candidata à presidência dos EUA inspira angolano José Eduardo Agualusa, autor da peça 'Aquela Mulher'

Luís Souza, do Estado de S. Paulo,

17 de outubro de 2008 | 17h36

Sozinha no quarto, uma mulher espera o anúncio de sua vitória na eleição para presidente da nação mais poderosa do planeta. Ela se chama H, em referência a Hillary Clinton. A democrata, que perdeu a candidatura para Barack Obama nas eleições americanas, inspirou o angolano José Eduardo Agualusa a escrever a peça Aquela Mulher, que estréia neste sábado, 18, no Teatro Sesc Anchieta.  O texto surgiu de um pedido da amiga Marília Gabriela. Ela queria interpretar um monólogo e Agualusa logo pensou na relação entre as mulheres e o poder. "A partir daí, pareceu natural me inspirar em Hillary, pois sua vida é repleta de momentos dramáticos extraordinários", diz o autor, que também escreve romances e roteiros. Enquanto espera o anúncio da vitória, H divaga sobre a vida. Discorre sobre casamento, sexo, política e a condição feminina. "O Agualusa tem uma sensibilidade extremamente feminina", diz Marília. "Tudo o que ele colocou no texto me comove." Ela aponta a invasão de privacidade e a dificuldade de lidar com o envelhecimento como dois grandes motivos de identificação com Hillary.  A direção é de Antônio Fagundes, que estréia na função. "É diferente de atuar, porque agora não tenho ninguém para compartilhar o nervosismo, já que sou o responsável por tudo", diz Fagundes. Para ele, o diretor de teatro experimenta uma sensação de solidão absoluta em vários momentos. Assim como a personagem H.  Aquela Mulher - Teatro Sesc Anchieta (320 lugares). R. Dr. Vila Nova, 245, 3234-3000. Quando: 6ª e sáb., 21h; dom., 19h. Até 16/11. Quanto: R$ 20. 

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