'Jovem Frankenstein' de Mel Brooks gera expectativa monstruosa

Mel Brooks pode ter criado ummonstro: a expectativa gerada em torno de "Young Frankenstein",comédia musical que estréia nesta quinta-feira, no primeiroretorno de Brooks à Broadway desde "Os Produtores". Com "Produtores", Brooks pegou um filme cômico de 1968esquecido e o transformou num sucesso inesperado que passouseis anos em cartaz na Broadway, até abril deste ano. Agora ele está usando uma fórmula semelhante com "YoungFrankenstein", adaptação do filme "O Jovem Frankenstein", de1974, com Gene Wilder e Peter Boyle, que é um dos trabalhosmais amados da carreira de Boyle no cinema e na televisão. Alguns especialistas acham que o boca a boca é que vaiacabar por determinar o sucesso ou não da peça, mas todosconcordam que "Young Frankenstein" será o acontecimento maisaguardado da temporada do outono. A diretora Susan Stroman, que também dirigiu "OsProdutores" na Broadway e o remake subsequente do filme, disseque as comparações são inevitáveis, mas que procurou não pensarem tentar repetir o sucesso comercial de "O JovemFrankenstein". A versão para o palco retoma alguma das gags do filme, masacrescenta material novo criado por Mel Brooks, em sua maiorianúmeros de canto e dança. Talvez a cena mais antecipada será uma, baseada no númeromusical correspondente do filme, em que o cientista FrederickFrankenstein (representado por Roger Bart) e seu monstro dançamsapateado ao som de "Puttin' on the Ritz", uma canção de IrvingBerlin que é contemporânea com a época em que "YoungFrankenstein" é ambientado, a década de 1930. O ator Shuler Hensley, que faz o monstro, sabe que, apesardas canções novas, sua performance será comparada à de PeterBoyle, que morreu em dezembro. "É impossível tirar as imagens de Gene Wilder e Peter Boyleda cabeça. Isto dito, tudo o que podemos fazer é subir ao palcoe curtir o material", disse ele. O colunista Michael Riedel, do New York Post, disse: "MelBrooks corre o risco de levar um tombo grande, principalmenteporque está cobrando 450 dólares pelos melhores lugares noteatro", embora a maioria dos lugares custe 120 dólares, umvalor mais habitual. "Basicamente, ele disse aos críticos queesta é uma peça que vale 450 dólares. Isso é fixar um patamaraltíssimo."

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