Harold Pinter diz que Hollywood é um 'lugar de m...'

A despeito disso, indústria fez vários filmes 'surpreendentes', reconhece o dramaturgo

Efe,

22 de novembro de 2007 | 17h53

O prêmio Nobel de Literatura Harold Pinter considera que a Hollywood "é, sobretudo, uma espécie de lugar de m...", o que não impede a indústria de "ter produzido os filmes mais surpreendentes" da história do cinema.   "Admitamos: o fato é que Hollywood foi sempre um maldito lugar extraordinário, sempre", afirma Pinter em entrevista publicada pela revista britânica Time Out.   "Hollywood é, sobretudo, uma espécie de lugar de m... Mas, além de ser um lugar de m..., produziu os filmes mais surpreendentes", continua o dramaturgo e ator inglês.   Nascido no bairro londrino de Hackney em 1920, o escritor revela também que foi nesse bairro que nasceu seu interesse pelo cinema.   "Lembro que me apaixonei pela menina que dirigia o cineclube de Hackney. Escrevi para ela uma carta de amor... eu tinha uns 14 ou 15 anos. Ela me respondeu e me disse: 'Velhice e juventude costumam conviver mal'", conta Pinter.   Foi com esta citação, de um soneto de William Shakespeare, que a moça acabou introduzindo o jovem Harold ao mundo da tela grande.   Sobre se atualmente existe alguém no cinema que cumpra o "dever político do artista" que tanto dominou seu discurso ao receber o Nobel de Literatura de 2005, o escritor respondeu que admira A Vida dos Outros, do alemão Florian Henckel-Donnersmarck, porque "aborda algo verdadeiramente e é feita de maravilha".   Roteirista de Sleuth, mais recente trabalho do diretor Kenneth Branagh, Pinter destaca que, aos 77 anos, apesar do câncer diagnosticado em 2002, ainda continua na ativa.   E adverte: "Minhas opiniões não mudarão enquanto tiver energia suficiente para me levantar desta cadeira".

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