Guga Melgar/ Divulgação
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Após novela, Mateus Solano chega a palco paulistano

Primeiro texto de Paula Braun, 'Do Tamanho do Mundo' discute a necessidade de rever atitudes e mudar destinos

Murilo Bomfim, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2014 | 02h09

Mateus Solano e Paula Braun vivem tão juntos que seus interesses se fundem por osmose. "Ele estava procurando um texto para encenar. E ele falou tanto sobre o que queria que eu acabei incorporando", diz a atriz.

Paula apresenta seu primeiro trabalho como dramaturga em Do Tamanho do Mundo, peça que, após estreia nacional no Rio (quase junto ao início da novela Amor à Vida, que teve o casal no elenco) e passagens por cidades como Vitória e Belo Horizonte, estreia em São Paulo.

Quando a temporada carioca começou, o espetáculo marcava a volta de Solano ao teatro, após um afastamento de três anos. Protagonista da trama, ele interpreta Arnaldo, um homem simples, que bate ponto diariamente no escritório. Em um dia comum, ele acorda e percebe que desaprendeu a caminhar. É a partir daí que ele começa a repensar todos os aspectos de sua vida. "Arnaldo busca a diferença que existe entre ele e o mundo. E passamos isso para o espectador: estamos vivendo a vida que imaginamos ou o objetivo se afastou porque temos outras coisas a obedecer?", questiona Solano.

Para lidar com a crise, Arnaldo busca o apoio de sua mulher, Marta (Karine Telles), que, com um pensamento mais quadrado, não o compreende.

Apesar de assinado por Paula, parte do texto foi construída de forma colaborativa. "Dei a ideia e a parte inicial do texto. Depois, discutíamos em grupo: os atores pediam alterações e eu ia escrevendo", conta Paula. Foi assim que surgiu a personagem Lila (Isabel Cavalcanti), idealizada pelo diretor Jefferson Miranda. Tia de mente aberta de Marta, ela a ajuda a enxergar as possibilidades da vida de uma maneira mais ampla.

Há, ainda, o Presenter (Alcemar Vieira), figura que conversa diretamente com a plateia e, às vezes, entra em cena para interferir na história, dialogando com os outros personagens.

Segundo Paula, o processo de escrita possibilitou que ela usasse as características dos atores a favor do texto. "As falas ditas pela Lila, por exemplo, eu escrevi já imaginando o jeito como a Isabel o faria." 

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