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Série 'Raised by Wolves', de Ridley Scott, mostra que há muito fôlego para histórias com androides

Produção futurista da HBO une religião e tecnologia ao narrar casal de androides que gera e cria humanos à beira de um mundo em extinção; confira outras séries sobre o tema

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2020 | 10h00

No universo de Ridley Scott, os androides sempre ocuparam posições intrigantes. Ash, por exemplo, é responsável pela grande virada no filme Alien, o Oitavo Passageiro (1979). Com os tripulantes confinados na nave, a revelação da natureza não humana do personagem era apenas o começo de um protagonismo da vida artificial nas obras do diretor. 

Anos depois, em Blade Runner (1982), a partir do livro de Philip K. Dick, temos o ápice. O assunto avança na trama de perseguição aos clones humanos, os chamados replicantes. Agora, em 2020, Scott segue quente no tema, com a série Raised By Wolves, e mostra que há muito para se explorar com seres artificiais. 

A série da HBO estreou em setembro e mistura o fervor da religão com um mundo destruído pela tecnologia. Enquanto grupos de humanos tentavam abandonar a Terra, um casal de androides desembarca no planeta Kepler 22b, com uma missão bem específica: recriar a vida humana.

Pai e Mãe, como são chamados, são interpretados por Abubakar Salim e Amanda Collin. Mãe desenvolveu a capacidade de gerar fetos humanos interligados por fios e tem a ajuda de Pai na criação da nova geração humana. Diante do perigo, Mãe revela sua natureza, como uma poderosa Necromante, capaz de aniquilar tudo ao seu redor.

Um dia, a família recebe uma visita hostil de alguns humanos que querem destruir Mãe. No papel de um fugitivo, Marcus é interpertado por Travis Fimmel, da série Vikings, e viaja com um grupo de religiosos que não conhecem sua real identidade. O choque com Pai e Mãe vai provocar um verdadeiro conflito entre humanos e androides.

 

Confira outras séries sobre androides e inteligência artificial:

WestWorld

Produção da HBO que surpreendeu desde sua estreia, Westworld une o velho oeste com tecnologia. A trama distópica começa no parque de diversões frequentado por humanos e "anfitriões", os robôs criados para interpretar papeis dentro de Westworld. Com falhas no sistema, Dolores (Evan Rachel Wood) começa uma guerra ao questionar sua função e o futuro de sua raça androide.

 

Nightflyers

Do mesmo autor de Game of Thrones, a série de inspirada na obra de George R. R. Martin e disponível na Netflix é um resgate aos grandes filmes sobre o universo espacial. Com apenas uma temporada, a produção narra o caminho da nave The Nightflyer. A bordo, um time de cientistas e um poderoso telepata seguem em uma expedição pelo Sistema Solar com o objetivo de fazer contato com formas de vida alienígenas já identificadas. 

 

Better Than Us

A série russa, disponível na Netflix, traz referências de Westworld e da série Humans. Na história, a Rússia vive uma era ciberpunk, com smartphones que projetam telas nas mãos, assistentes de voz e inteligência artificial. Os robôs criados pela empresa Boston Dynamics são utilizados para serviços brutos, como carregar peso, mas há uma série desenvolvida para tarefas domésticas e brinquedos sexuais. A protagonista entre os robôs é Arisa, única em sua capacidade de empatia e amor, mas também em sua habilidade para matar.

 

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