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Nova série da Marvel, 'Cavaleiro da Lua' faz lembrar de Indiana Jones

Personagem  se envolve em aventuras, caçando relíquias, que lembram o herói de Steven Spielberg com superpoderes 

Luiz Carlos Merten , Especial para o Estadão 

29 de março de 2022 | 20h00

Em Cannes, 2016, o diretor egípcio Mohamed Diab integrou a seleção oficial, na mostra Um Certain Regard. Seu filme Eshteback/Clash era para ser sobre o início da revolução egípcia, mas terminou sendo sobre o final. Contratado pela Marvel para dirigir episódios da nova série Cavaleiro da Lua, Diab chegou a Hollywood causando. Disse que as cenas de Mulher-Maravilha 1984 no Egito eram uma vergonha, e também desqualificou a representação de seu povo em Black Adam, da DC. Por causa dessa coragem de afrontar o sistema, havia grande curiosidade pelo que Diab poderia fazer com Cavaeliro da Lua. A série que chega nesta quarta, 30, ao Disney +, deve fazer a alegria de fãs de super-heróis. Críticos internacionais já saudaram a série como a melhor do MCU. 

Oscar Isaac é quem faz o papel. Surgiu como ator cult, participando de filmes autorais, antes de dar uma virada para o universo mais pop da saga de Star Wars. Pertencente à nova geração – pós-George Lucas – da guerra nas estrelas, divide a cena, nessas jornadas épicas, com Daisy Ridley, John Boyega e Adam Driver. Como esse último, trafega entre dois universos, autoral e pop. A recém oscarizada Jessica Chastain, de quem foi colega na escola de arte – e com quem contracena na versão norte-americana de Cenas de Um Casamento, não lhe poupa elogios. Diz que é excelente, e corajoso.  

Cavaleiro da Lua surgiu na revista Werewolf by Night em 1975, mas só foi editado no Brasil cinco anos mais tarde, no Almanaque Première Marvel, com o codinome de Lunar, o Cavaleiro de Prata. Só depois, na Abril, virou o Cavaleiro da Lua. É um vigilante contra o crime. Possui vários nomes, e identidades. No capítulo de apresentação da série, o roteiro enxuto o apresenta rapidamente. Como Steven Grant, leva uma vida medíocre como funcionário da lojinha de um museu de Nova York que abriga, no momento, uma exposição egípcia. Grant sabe tudo sobre o Antigo Egito – Diab faz questão de exibir suas origens -, mas a superior veta todas as duas tentativas de tornar-se guia. Entra em cena Marc Spector, o vigilante alter-ego de Grant, e ainda tem o Punho de Konshu. Quando veste o uniforme do Cavaleiro da Lua, Spector torna-se imbatível. 

A série tem ação, romance, efeitos e um vilão interpretado por Ethan Hawke que, no passado, já criticou as produções da Marvel, mas agora reconhece que é um desafio e tanto dar vida a personagens que integram o imaginário de milhões de espectadores no mundo. Hawke busca uma relíquia egípcia – o escaravelho sagrado – que lhe confere poderes especiais. Ao apresentador Seth Meyers, do Late Night, o ator disse que se inspirou em David Koresh, um polêmico líder de culto. De maneira um tanto ambígua, Hawke diz agora que só espera não anular sua experiência anterior e se tornar se tornar conhecido apenas como esse vilão. Isaac declarou-se fascinado pelo personagem. “Ele é um, mas é múltiplo. Tenho a impressão de criar várias faces, como num espelho que se multiplica.” Uma dessas faces possíveis é a de Indiana Jones. Spector/Grant envolve-se em aventuras, caçando relíquias, que lembram o herói de Steven Spielberg com superpoderes. 

 

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