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Nos 18 anos da série, ‘NCIS’ une casal Torres e Bishop

Com muitas revelações e flashbacks, nova temporada do seriado de sucesso estreia nesta terça, 26, às 21h, no canal AXN

Mariane Morisawa, ESPECIAL PARA O ESTADO

26 de janeiro de 2021 | 05h00

Por causa da pandemia, NCIS teve de encerrar sua 17.ª temporada faltando quatro capítulos para o final - inclusive o 400.º episódio, um marco e tanto. Durante a interrupção da produção, os roteiristas tiveram um dilema: como seria a 18.ª temporada? A resposta chega ao Brasil nesta terça, 26, às 21h, no canal AXN

Uma das principais questões era atacar ou não a pandemia da covid-19. Um dos spin-offs, NCIS - Nova Orleans, decidiu que sim. O outro, NCIS - Los Angeles, se passa no pós-pandemia. A série original achou melhor não. “Pessoalmente, eu acho que os nossos fãs não iam querer ver todo mundo de máscara logo de cara”, disse em entrevista com participação do Estadão o ator Wilmer Valderrama, que faz o agente Torres. “É um momento de escapismo. A realidade, eles veem lá fora.” Então os quatro primeiros episódios, incluindo o 400.º (que será exibido semana que vem no Brasil), são basicamente os que ficaram da 17.ª temporada. “Os roteiristas foram brilhantes na minha opinião. Em vez de fazer uma abertura normal, eles praticamente começam onde paramos”, contou Valderrama. 

Os capítulos iniciais são em essência um flashback, sendo o 400.º um flashback dentro do flashback, uma volta para quando Gibbs, vivido por Mark Harmon e Ducky, interpretado por David McCallum, se conhecem (as versões jovens são feitas por Sean Harmon, filho de Mark, e Adam Campbell).

Para a atriz Emily Wickersham, que faz Bishop, foi terapêutico não lidar com a pandemia nos primeiros capítulos. Até porque eles precisaram contorná-la na vida real para poder gravar. “Foi estranho estar de máscara e protetor facial o dia todo, a não ser quando estávamos sendo focalizados pela câmera”, disse a atriz. “É um elemento estranho, uma barreira, e atuar é derrubar as barreiras entre as pessoas.” Mas, claro, os cuidados eram necessários. Todos eram testados de quatro a cinco vezes por semana, ensaiavam e gravavam em bolhas, ficavam isolados em seus trailers ou sentados no estúdio a mais de 2 metros de distância uns dos outros. “Foi muito esquisito chegar ao set, com pessoas com quem trabalho há 17 anos, nessa situação”, contou Sean Murray, que faz McGee. Quando a história voltar ao presente, a covid-19 entra na equação de uma forma ou de outra. 

O coronavírus não é a única novidade da 18.ª temporada. A atriz Maria Bello, que faz Jack Sloane, também sai durante este ano. “Ela vai fazer muita falta”, afirmou Wickersham. “E vai ser interessante ver o que vão fazer sem ela.” Quem shippa o casal Torres e Bishop vai ter motivo de alegria. “Começou devagar e pegou fogo com a reação dos fãs”, contou Valderrama. “Então vamos explorar mais esse lado.” Para o ator, vai dar para entender por que os dois estão solteiros. “Essas pessoas deixaram sua vida pessoal de lado”, explicou. “No caso de Torres especificamente, não acho que seja muito bom com relacionamentos. Ele trabalhou disfarçado por anos, tinha de ser ligeiro e não podia ter laços. Agora que está começando a descobrir se pode ser diferente.” 

Para Emily Wickersham, é isso o que diferencia NCIS de outras séries procedurais. “Os personagens são muito fortes, e seus laços são importantes, têm mais peso do que os casos em si”, afirmou. Talvez essa seja a explicação para, 18 anos depois, a série continuar atraindo mais de 10 milhões de espectadores nos Estados Unidos todas as semanas e ser um sucesso mundial. 

 

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