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'Candice Renoir': 'Mais feminina do que feminista', avalia Cécile Bois, protagonista da série

A atriz francesa fala ao ‘Estadão’ sobre sua personagem na série policia que está no AXN

Eliana Silva de Souza, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2021 | 15h04
Atualizado 23 de novembro de 2021 | 10h17

Mãe de quatro filhos e separada do marido, a comandante Candice Renoir decidiu retomar sua carreira de policial na Brigada Criminal, na comunidade litorânea de Sète, localizada no sul da França, após quase dez anos de afastamento. Com tanto tempo distante da profissão, não seria de se espantar que fosse recebida pelos colegas de forma fria e com incredulidade. Afinal, o que esperar de uma policial que chega do nada já como chefe da equipe, se veste de rosa e quer resolver os casos usando sua percepção e sensibilidade? Mas isso se deu nos primeiros momentos da série policial francesa que leva o nome da protagonista e está em exibição às quartas, no canal AXN, às 21h. 

Em sua quarta temporada, a série estrelada pela atriz Cécile Bois joga sua heroína nas maiores enrascadas, e isso não é somente no sentido profissional. Candice é uma mulher bonita, vaidosa, determinada e que está solteira. Ela quer ser a melhor comandante de seus subordinados, mas seus métodos de trabalho nem sempre agradam aos superiores. Fora isso, no lado pessoal, ela está aberta a novos relacionamentos, mas tem algo de especial ao olhar para o seu parceiro de trabalho, Antoine (Raphaël Lenglet). Ao Estadão, por e-mail, a atriz francesa respondeu a algumas perguntas sobre a série e sua personagem. 

Para começar, Cécile definiu sua personagem como uma mulher independente, acima de tudo. Em suas palavras, disse que Candice é “Maverick, fora da caixa, intuitiva, solitária, independente, mãe, generosa, vulnerável, mas uma verdadeira lutadora”, discorreu a entrevistada.

Após três temporadas, o público já se familiarizou com Candice, seu jeito irreverente, e sua forma nada convencional de investigação. Mas será que a personagem tem algo a ver com a atriz, ou vice-versa? Ao que Cécile responde, que sim, há “um pouco” de similaridade entre criadora e criatura, e destaca a risada e o fato de ser caprichosa. Mas também inclui o sentimento de revolta da personagem, que desencadeia atitudes. “A necessidade de desafiar a cadeia de comando. Sua rebeldia”, constata.

Quem acompanha a série Candice Renoir, certamente percebeu a forte ligação da protagonista com seu subordinado direto, Antoine Dumas. Juntos ou separados, aí vai depender do episódio, o certo é que existe algo no ar. Como afirma Cécile, “esta temporada será incrivelmente poderosa”, e é o que já estamos observando. E ela conta ainda que “será um capítulo decisivo no relacionamento de Candice e Antoine”. E é categórica ao afirmar: “Nada mais será o mesmo depois desta temporada”.

Para a atriz, o jeito Candice de ser “faz as mulheres entenderem que não precisam se desculpar por ter curvas” e que “ela luta muito e consegue resultados”. Além disso, a policial procura sempre ver o lado positivo das coisas. “Ela te faz sorrir, algo que todos nós realmente precisamos hoje em dia”, afirma. E tem mais, a atriz define Candice como uma mulher mais “feminina do que feminista”, porque não vê o fato de ser mulher como um problema. “Ela está 100% confortável sendo mulher, em suas opiniões, sua vida pessoal e seu trabalho. Portanto, não é uma luta. Ela tem uma força feminina que ofusca qualquer demanda feminista, porque ela não está na defensiva sobre ser mulher.” 

 

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