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‘Little America’ traz histórias otimistas de imigrantes

Cada um dos oito episódios traça momentos diferentes da viagem de um imigrante para e dentro dos Estados Unidos

Brandon Yu/The New York Times, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 06h00

Um caubói entra em um bar. Ou, mais especificamente, um estudante imigrante nigeriano com chapéu de caubói entra em um bar em Oklahoma. Seu nome é Iwegbuna e ele busca uma vida mais confortável numa nova terra – basicamente por meio da cultura do caubói. Trata-se de um episódio de Little America, nova série da Apple TV Plus criada por Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon (casal que está por trás de The Big Sick) e Lee Eisenberg.

A visão de Iwegbuna usando um chapéu Stetson (interpretado pelo ator Conphidance, nascido na Nigéria), dá uma ideia do conceito radical da série – com personagens surpreendentes, mas isso não os torna menos americanos.

Nos oito episódios da série lançada na sexta-feira, dia 24, que atravessa o país e o globo, cada um traça momentos diferentes da viagem do imigrante para e dentro dos Estados Unidos. Um jovem indiano dirige o motel da sua família em Utah depois de seus pais serem deportados; um homem gay sírio foge de casa e parte em busca de proteção; uma mulher de Uganda vende cookies quando o seu sonho americano esvanece.

A série, que já tem prevista uma segunda temporada, é baseada em histórias reais, adaptadas dos perfis de diversos imigrantes reais mencionados em matéria da revista Epic. “Era muito importante para nós encontrarmos diferentes versões da experiência dos imigrantes”, disse Nanjiani numa entrevista por telefone, em Londres, onde ele está filmando The Eternals, filme da Marvel.

A série da Apple é uma das muitas coisas que aconteceram num ano espetacular para o ator, cômico, showrunner e, em breve, super-herói. Há algumas semanas, Nanjiani postou fotos suas online exibindo um corpo esculpido para seu papel como Kingo em The Eternals. A internet ficou em êxtase.

Nanjiani admitiu que queria “mostrar um pouco”, mas o resultado o fez se sentir vulnerável. “Foi como dizer ‘meu Deus, o que meus pais vão pensar?’”, disse ele. “Mas meu irmão contou que meu pai enviou minhas fotos sem camisa para a família e grupos dele no WhatsApp.”

Sua estreia como primeiro super-herói sul-asiático da Marvel será mais um exemplo da derrubada de barreiras que têm sido uma faceta inerente do seu trabalho. Com Little America, Nanjiani, que mudou para os Estados Unidos vindo do Paquistão quando tinha 18 anos, enfatiza narrativas de imigrantes contrapostas às expectativas tradicionais e variam bastante, focando as pequenas alegrias e triunfos como também as dificuldades e o sofrimento.

Nanjiani, que não aparece na série, falou sobre o objetivo de Little America, o processo de criar um grupo de roteiristas certos e sua própria relação com o sonho americano. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO 

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