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Disney e CBS são processadas por encobrir assédio nos bastidores da série 'Criminal Minds'

Além de processar os gigantes estúdios de Hollywood, os autos também colocam vários produtores individuais como réus

Redação, AFP

27 de maio de 2020 | 09h04

A Califórnia processou a Disney e a CBS por supostamente encobrir 14 anos de assédio sexual contra homens da equipe de produção da série policial Criminal Minds, infomaram autoridades nesta terça-feira(26).

Um processo movido em Los Angeles alega que Gregory St. Johns abusou de sua posição como diretor de fotografia para apalpar repetidamente funcionários e retaliar aqueles que rejeitaram seus avanços.

St. Johns tocou vários homens em suas genitálias e "beijou ou acariciou seus pescoços, ombros e ouvidos" em um padrão de comportamento "desenfreado, frequente e aberto", alega.

"O processo alega ainda que a equipe de produção executiva teve conhecimento e apoiou a conduta ilegal, demitindo vários funcionários que resistiram ao assédio de St. John", segundo um comunicado do Departamento de Emprego Justo e Habitação(DFEH).

St. Johns foi afastado do programa depois que a revista Variety publicou um artigo em 2018 detalhando as acusações.

O DFEH começou a investigação em março do ano passado. O departamento, que fiscaliza a aplicação das leis de direitos civis na Califórnia e suas violações, incluindo o assédio no local de trabalho, agora está buscando indenizações para as vítimas.

Além de processar os gigantes estúdios de Hollywood, os autos também colocam vários produtores individuais como réus.

O diretor Kevin Kish alertou para "empresas e líderes que protegem assediadores e retaliam aqueles que denunciam violações à lei".

Nem a Disney nem a CBS responderam imediatamente aos pedidos de resposta feitos pela AFP.

Criminal Minds foi uma série policial de longa duração sobre o FBI, cujo elenco incluía Mandy Patinkin, Paget Brewster e Jennifer Love Hewitt, entre outros. Foi produzida em conjunto pela ABC e CBS, de propriedade da Disney.

Hollywood foi atingida por uma série de acusações de assédio sexual nos últimos anos. A sentença de 23 anos do magnata do cinema Harvey Weinstein por estupro e agressão sexual em março foi considerada um marco para o movimento #MeToo.

 

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